segunda-feira, 22 de setembro de 2008
Desabafo...
e voltar em tempo!!!
Nunca sabemos quando fomos realmente feliz porque não somos capazes de julgar a real infelicidade...
Eu não chamaria essa postagem de um fim certo...e sim de um começo.
Abri meus olhos, diante de dias de reclusão pude entender diversas coisas, inclusive que tudo isso, a vida, os acontecimentos, as desilusões, as paixões, tudo muda, estando nós preparados ou não.
Não somos capazes de tocar a chama que alimenta nosso espírito, senão certamente iríamos apaga-la a cada deslize, o medo busca o esquecimento, ele sim nos faz querer apagar essa chama. Mas o medo tb é oq nos faz não tentar apagar. O medo nos paraliza, porém, é a vida que nos motiva a continuar.
E saber que a vida passa rapidamente me faz dizer, que não importa o quanto tempo leve, eu vou superar mais esse obstáculo, talvez muito mais pelas pessoas que sofreriam diante da minha desistência do que por mim mesma, mas ainda assim um belo motivo para continuar.
O medo me fez ficar imovel por alguns dias, mas a vida me impulsionou e o amor me motiva.
Aos meus filhos,
com o amor de vcs eu cheguei a lugares que jamais imaginei, e sem isso eu nada seria.
Os proximos dias serão de apreenssão e muita coragem para enfrentar oq tiver que vir, estou pronta, seja oq for.
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
Entre erros e acertos...quem pode dizer?!
A ilusão nos faz querer que volte oque parece nos fazer feliz.
E muitas vezes nós nos enganamos ao dizer que é apenas a ilusão, pode não ser, é preciso saber e acreditar no que te faz feliz. Vamos lá, eu lhes proponho algo.
Esqueça os conceitos, esqueça as cores, os traços, apenas sinta. Esqueça os desamores, se livre das angústias, dos temores, arrisque. Tente lembrar se algum dia vc esteve tão feliz quanto um dia na vida com aquela pessoa. Ela te fez infeliz? Te fez sofrer? Pare de pesar na balança, pare, apenas pare!!!
Olhe para dentro de si proprio, muitas vezes nosso coração nao esta mais disposto a sofrer, muitas vezes nosso orgulho nao esta mais disposto a nos deixar tentar. Quando o que precisamos é apenas arriscar. Pode ser que dure 10, 20 anos...ou 1semana...3horas...quem pode saber? Quem pode dizer que não vale a pena??? PArei de tomar coragem e decidi arriscar, por saber (ou não) que nunca amei alguém assim. Daqui para frente nao sei. Sei que preciso da respiração, do suor, do toque. Sei que preciso daqueles olhos devolta sobre mim.
Enfim o recomeço que eu tanto esperava...
Um recomeço genuíno, verdadeiro.
Uma nova chance de ser feliz, leve o tempo que levar...
quinta-feira, 28 de agosto de 2008
...mais sobre vc do que sobre mim...
Esqueça um pedaço de carne que me ajuda a existir, meu corpo nada é, ou significa no mundo. Repare sim no meu modo de andar, no balanço que tenho. Ao me ver passar ouça, meu andar canta uma música, uma trilha sonora única que se desenvolve com o ritmo dos meus quadris e faz com que minha alma mude a cada instante, por vezes canto melodias tristes, melancólicas, outras a nostagia toma conta dos meus passos, mas com o tempo elas dão lugar a uma alegria constante, estonteante, cheia de beleza, ritmo, compasso, leveza!!!
Esqueça meus olhos, além da cor verde, eles pouca coisa dizem. Olhe mais a fundo. Como quem não espera nada, ou nada procura. Esqueça as perguntas, olhe apenas pelo desejo de perder seu tempo fixando-os. Certa vez vi um documentário do qual jamais esquecerei, e faço uso dele para falar, meus olhos são apenas um janela pela qual vejo menos ainda. Eles me ajudam a ver muito, mas sem a mente incansável, insaciavel, meus olhos me diriam apenas tudo que todos já conhecem. A mente não, ela recebe, transforma, revê. transvê, me dá coragem de inovar, de não descansar, de não me deixar vencer. è com ela que posso mostrar a você o que realmente sou. Uma mente visionária e cheia de anseios.
Esqueça essas roupas, grifes, marcas~, ausência de estilo, ou excesso de adereços, cores, formas. Jogue no lixo a imagem que criou de mim. Eu não sou melhor ou pior que você por isso, não é isso que me diferencia no mundo. Não é um pano, tecido ou joias que fazem de mim a pessoa extraórdinaria que você queria encontrar. Dê uma chance a si mesmo de me conhecer. Veja a carne nua por trás disso. Veja a dor q um dia me cortou a pele, repare nas cicatrizes, nas marcas de alegria, veja o quanto sou feliz, o quanto vivi! Me qualificar pela roupa que visto apenas rotula a você, fútil nao? Desistir de alguém, ou algo, pela aparência que ela detêm!!!
Esqueça as formas que Deus me concedeu, esqueça o comprimento, textura, cores que guardo em meus cabelos, eles nunca farão ninguém me amar. Não se ama pelo dinheiro ou falta dele, pela cor da pele, nao se deseja alguém pelas roupas, ninguém instiga pelo carro, as curvas se transformam, o estilo se muda. Mas, nínguém muda o toque, a maneira de olhar, o brilho aparente que temos ao sorrir, nínguém muda nosso ritmo, a textura do desejo, nínguém esquece o cheiro, a intensidade.
Ninguem fica imune quando vamos embora, damos as costas, e no último minuto, aquele singular momento da desistencia - do adeus - o rosto se vira, volta a olhar para trás e apenas sorri, não como quem diz adeus, mas como quem diz "volto já". Isso, o corpo, peso, medidas e cores nao dizem sobre mim. Isso quem diz é meu jeito único de nunca dizer adeus. Se vc tivesse reparado melhor teria entendido, mas você preferiu dizer adeus porque eu~era muito diferente de vc.
È preciso estar atento, é preciso despreendimento de tudo aquilo que os olhos humanos só vêem, mas não sente.
Trocas...e escolhas...
Vou comprar frutas, mais lento. Tenho dó das que estão estragadas e pisadas no fundo. Por pouco, que não me junto a elas. Presto atenção às palavras do cobrador de ônibus, como se ele fosse uma mensageiro involuntário. Estou sempre esperando uma senha, um símbolo, um conselho. Algo de fora que me esclarecesse. Ando dependente de um aviso. Vejo o quanto ainda acredito em anjos, fantasmas, árvores.
Qualquer aparição faz sentido: um cão estranho lambendo minha mão, um gato olhando para trás na linha dos muros, um pássaro que atravessa as janelas de casa por dentro.
Os olhos se embaralham em cartas de tarô. Fio-me na adivinhação e leitura das coisas pelas coisas. Toda pessoa que encontro na rua torna-se minha visita - nem preciso atender o interfone. Estou me aguardando em cada desencontro. Pago R$ 6 para reencontrar a minha solidão."
(um dia todo mundo entende o sentido !!!)
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
Hotel Rwanda
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
Devaneios...
"roubaram meus sonhos
tiraram de mim a palidez dos labios
apagaram a luz sob meus olhos
minha mente me abandonou
de ilusões tenho vivido
e depois de você
pouco sobrou de mim mesma!"
"da canção se fez o verso
para uma vida triste
em mim nada mais vive
tudo sobre-vive
dessas notas
que teus olhos não viram"
"dos teus olhos mal lembro a cor
teus cabelos ao acordar eram sempre iguais
teu andar passava desapercebido
da tua boca sequer ficou o gosto
sempre foi tão normal não te ver
e ainda é tão normal te amar"
"feche as janelas
tranque as portas
cubra os moveis
não me espere chegar
não espere que eu volte
me encontre do lado de fora
tão proximo que eu possa ver tua alma
distante o bastante para não te alcançar
deite sobre a minha cama
rasgue os nossos lençois
me encontre nessas palavras
onde nada é pessoal demais"
"me faça amiga
me tenha amante
não preciso de frases bonitas
não me satisfaz teu sorriso ameno
tampouco me ilude com teus carinhos roubados
espero sim, que me jogue na cama
que rasgue a carne
e assim me abandone
mas não me faça ilusão
me use com propriedade
mas não me peça saudade
me cubra com teus pedaços de amor
com oque ela não levou de você"
"sempre pareceu tão lógico
todos sabiam que eu iria te deixar
só você que não viu
todas as vezes que eu virei para o lado
todos os beijos negados
todo o amor jamais dado
sempre pareceu tão irracional
todos os seus beijos desesperados
todos os carinhos implorados
sua disposição em me amar
todos sabiam que você nunca desistiria
Todos estavam errados
Nada tão lógico funciona
Nada tão irracional dura para sempre"
"hoje nada me basta
tudo me corroe
me rompe
me suborna
hoje nada me conforma
tudo me alucina
me revolta
me atravessa
hoje, somente hoje
tuas mãos me fazem adormecer
somente hoje
não me deixe acordar
por hoje teu toque
me basta, me conforta"
domingo, 17 de agosto de 2008
Despedida.
A amizade mais sincera...Quantas vezes sofremos em silêncio?! Enquanto isso... Pensamos se existiria alguém disposto a nos ouvir àquela hora, quem nos daria ouvidos àquela hora?
O telefone toca - cedo da manhã ou tarde da noite – ouço aquela voz anasalada do outro lado, voz teimosa, cansada, desacreditada...Desligo. Por medo de ser inconveniente me transformo em um trote, não percebendo que o pior de uma ligação àquela hora, é acordar a pessoa, uma vez atendido, o mal já estava feito. Melhor seria dizer algo que justificasse, porém vem o medo, seria o motivo bom o suficiente?! Agora basta, está feito, desliguei o telefone.
Quantas vezes pensei em ligar, quantas vezes a coragem me faltou enquanto ainda ouvia o tocar da linha, quantas vezes pensou em trocar seu telefone pelos constantes “trotes”.
A distância faz seu papel.
Enquanto ainda próximos, me sentia em plena liberdade de ligar as 3 da manhã para contar o que sentira aquela noite. Ligava no meio da tarde pra contar que saí do regime. A meia-noite pra dizer que esqueci de dar boa-noite. Mensagens constantes. Então faltava o ânimo para sair de casa e te olhar nos olhos, e sobrava a certeza de que afinal você estaria sempre aqui, amigos nunca se vão não é?!
Então você mudou, eu mudei.
E prometemos, ligações sempre que necessárias, ou sem necessidade também. No começo me fazia tanta falta seus ouvidos, conselhos – e ar de quem seria sempre apaixonado por mim – que ligava sempre, até pra perguntar se estava dormindo (?!), e você nunca se irritou, sempre achou graça:” -Não K, tou acordado, fingi q dormi só pra vc se sentir mal de ter ligado!”, e eu sorria. Não era difícil sorrir ao seu lado, e foi com você que aprendi que gostava de homens que me fizessem sorrir, uns sorrisos leves, soltos, sem a obrigação de ninguém entender.
Com o tempo comecei a perceber quantas vezes eu poderia ter descido as escadas e te dado aquele beijo no rosto de boa noite, ter te abraçado, ter dito o quanto sua amizade fazia diferença na minha vida. Poderia ter feito mais. Poderia não ter contado todas as vezes que me apaixonei por outro, não ter deixado meu primeiro beijo te machucar tanto. Eu não sabia estar criando cicatrizes em você, sempre pensei que alimentava por mim um daqueles amores de amigo que a gente sempre confunde. Quando você foi embora eu entendi suas frases, seus conselhos. Afastava-me de toda dor, brigava com quem tentava me machucar, jamais deixou uma lagrima cair dos meus olhos.
O tempo foi passando e por achar que estava me esquecendo e vivendo sua vida, as ligações também foram diminuindo. Comecei a dormir cedo, comecei a pensar antes de ligar, o que poderia dizer? É importante o suficiente pra ligar a essa hora?
E assim o tempo foi passando.
Você sempre teve seu jeito de dizer silenciosamente as coisas. Nunca falava com todas as letras. Tua covardia também te afastou. Seus e-mails sempre reclamavam de mim, que não ligava mais, que esqueci do meu amigo. E como achei ser birra falei: Faz um MSN, mais fácil de falar. Você não quis, dizia que existia muito mais vida fora da Internet pra se prender ali, disse mais, que eu gostava pq era mas cômodo, pq tinha medo da vida lá fora.
Você sabia tanto de mim, sempre lembrava de como eu era moleque quando pequena, corajosa, quebrei braço, perna, e assim ganhei o trauma de jamais gostar de vestidos depois de moça. Também com os joelhos de menino, como ficaria bonito eu perguntava. E você sempre me dizia: - “Seus olhos nunca vão deixar ninguém perceber seus joelhos!”.
E a gente simplesmente foi deixando que tudo desaparecesse sozinho.
As ligações, de raras, passaram a “trotes”. E desses passaram a desistência definitiva.
Meus pais sempre amigos dos seus, contaram que você estava namorando, não senti ciúme, fiquei feliz. Sabia que não conseguiria corresponder a nenhum sentimento seu que não fosse amizade.
5anos.
Sem ouvir a voz, olhar nos olhos, sentir o abraço.
Eu casei, você noivou, eu tive filho, você se formou, construímos nossos sonhos.
Um dia recebo uma ligação, atendo com uma voz de quem ficou acordada com o neném a noite toda, lembro que antes de atender, olhei para o relógio, marcava 4:47, pensei na hora em você, - Deve ser ele com saudade! Não, não, deve estar triste, algo deve ter acontecido!
Atendi sonolenta, mas assustada, do outro lado da linha um soluço de quem há muito estava chorando, reconheci aquele soluçar, não era ele, era pior. Desliguei. Virei para o lado, abracei meu filho, e tentei esquecer, convencendo a mim mesma de que não passara de um trote.
Levantei, deixei meu filho sob as cobertas, peguei o telefone, ao atenderem do outro lado apenas perguntei: - Como ele está?.
Não contive as lágrimas após isso, não quis saber o que aconteceu, ou quando, apenas pensava em poder revê-lo. Viajei e fui direto ao hospital, chorei até poder vê-lo. Entrei na UTI, sua mãe tentava me acalmar, dizendo que não era bom pra ele me ver naquele estado. Eu apenas dizia que ele sabia muito bem o estado que me deixaria vê-lo em um hospital, e que triste ele ficaria se não sentisse nem uma lagrima caindo dos meus olhos. Justo ele, que tantas vezes me impediu de derramá-las.
Ao longe reconheci seu corpo, sempre foi másculo sem precisar fazer esforço, nem mesmo o acidente o deixou diferente. Fui me aproximando, e a cada passo queria não acreditar. Seu rosto não sobrevivera ao impacto. Já não podia reconhecer sua boca, queixo, pele, nada.
Eram tantos tubos, soros, sangue, que não deixavam que eu reconhecesse ali meu amigo de infância. Então passei a mão em seu peito, como tantas vezes fiz, sabia que me reconheceria sem que eu precisasse dizer uma palavra. Imediatamente ele abriu os olhos, então eu vi, seus olhos me diziam que ele ainda era o mesmo. Ele sorriu com os olhos, feliz de me ver, sei que aquilo apenas dizia que seria a última vez.
Ele permanecia calado, eu apenas disse: “Não faça isso comigo! Você prometeu nunca deixar ninguém me fazer chorar”.
Derramou algumas lagrimas e voltou a fechar os olhos, como quem lamentasse não poder dizer o contrário.
Nunca mais vi seus olhos.
Mas o amor ainda estava lá.
Sua mãe não derramou uma lagrima durante todos os dias de UTI, ela sabia que era o escudo daquela família, e se ela caísse, quem seria capaz de não deixar seus irmãos desistirem?!
No seu enterro, sua mãe enfim se deu por vencida. Como não desistir ao ver seu filho indo embora?! Eu era mãe, eu sabia que dor pior não poderia existir. Cheguei perto, sem coragem para olhar em seus olhos, apenas abracei, e disse: -Sei que ele sempre estará aqui!”
Eu sabia, eu sentia.
Ainda sinto sua presença todas as noites. Ainda ouço o telefone tocar.
Sempre te ouvi dizer: “Seus olhos foram desenhados para a tristeza”
Ainda mantenho os mesmos olhos tristes, que só ele pode ver.
Eu me contentaria com pouco, com nada, me contentaria com o silêncio.
Sinto sua falta em cada sílaba meu querido amigo. Sinto falta de poder ensinar meus filhos a chamá-lo de “titio”. Sinto falta de te ver feliz, das suas piadas, suas críticas, suas broncas. Sinto falta dos “sonhos de valsa” jogados pela minha janela todas as manhãs, de descer as escadas e brigar. De discutir no corredor.
Um amigo como você, jamais terei, você me conheceu aos 7anos, teve tempo de sobra de me consertar, mas nunca tentou. Você se afastou quando achou que era hora de me deixar viver, por isso sempre serei grata.
Nos veremos um dia, tenho certeza.
sexta-feira, 15 de agosto de 2008
essência do silêncio...
Não demorou, e outro assunto me chamou atenção, meninas ao lado conversavam sobre trilhas sonoras ao passo que deixava de lado a filosofia sobre essencias. Das essências minha amiga passou a discutir em mesa alheia sobre as palavras e sua importância.
Ao lado passamos de sons as palavras, nos juntando a discussão calorosa que seguia guiada por afirmações emblemáticas dela, que acredita fielmente que uma palavra dita ou silenciada pode mudar um coração de lugar.
Enfim todos estavam em silêncio. Retornamos ao silêncio.
Nos olhamos, e reconhecemos enfim a cumplicidade de um sorriso silencioso, porque no silencio encontramos o sentido de todas as conversas. Encontramos enfim a tênue linha que divide tanto quanto fortalece a ligação entre essências, sons, palavras e por fim o silêncio.
Explico.
Continua...
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
CIRURGIA de LIPOASPIRAÇÃO?
Pelo amor de Deus, eu não quero usar nada nem ninguém, nem falar do que não sei,nem procurar culpados, nem acusar ou apontar pessoas,mas ninguém está percebendo que toda essa busca insana pela estética ideal é muito menos lipo-as e muito mais piração?
Uma coisa é saúde outra é obsessão.
O mundo pirou, enlouqueceu.
Hoje, Deus é a auto-imagem. Religião é dieta.Fé, só na estética. Ritual é malhação.
Amor é cafona, sinceridade é careta, pudor é ridículo,sentimento é bobagem.
Gordura é pecado mortal. Ruga é contravenção.Roubar pode, envelhecer não.
Estria é caso de polícia. Celulite é falta de educação.
Filho da puta bem sucedido é exemplo de sucesso.
A máxima moderna é uma só: pagando bem, que mal tem?
A sociedade consumidora, a que tem dinheiro, a que produz,não pensa em mais nada além da imagem, imagem, imagem.
Imagem, estética, medidas, beleza. Nada mais importa.
Não importam os sentimentos, não importa a cultura, a sabedoria, o relacionamento, a amizade, a ajuda, nada mais importa.
Não importa o outro, o coletivo.
Jovens não tem mais fé, nem idealismo, nem posição política.
Adultos perdem o senso em busca da juventude fabricada.
Ok, eu também quero me sentir bem, quero caber nas roupas, quero ficar legal, quero caminhar correr, viver muito, ter uma aparência legal mas…
Uma sociedade de adolescentes anoréxicas e bulímicas, de jovens lipoaspirados, turbinados aos vinte anos não é natural.
Não é, não pode ser.
Que as pessoas discutam o assunto.
Que alguém acorde.
Que o mundo mude.
Que eu me acalme.
Que o amor sobreviva.
‘ Cuide bem do seu amor, seja ele quem for ‘
terça-feira, 12 de agosto de 2008
Sofia Coppola, cenas arrasadoras, e sons inesquecíveis!!!

Antes de assistir este filme:
“Felizmente, a maioria de nós consegue ver também com os ouvidos e ouvir e ver também com o cérebro, o estômago e a alma. Acho que vemos um pouco com os olhos, mas não inteiramente”.Wim Wenders
Um nome diz muito sobre o filme> Sofia Coppola.
Partiu de uma diretora estreante que a crítica creditava carregar apenas um belo nome, podia ser apenas mais uma atriz querendo se passar por diretora, mas foi além, para ser uma das mais brilhantes diretoras nesses dias cercados de filmes sem sentidos, para quem busca uma nova visão em meio a isso, esse com certeza é um nome de referência.
Outro nome que não poderia deixar de citar é Scarlett Johansson, sou fã, e quem acompanha pode dizer que a atriz tem escolhido seus trabalhos a dedo. Poucos trabalhos, mas que permanecem em minha vida com ótimas e inesqueciveis cenas.
Lost in Translation (Encontros e Desencontros), de 2003. Scarlett deu vida à depressiva Charlotte, juntamente com o brilhantismo de Bill Murray, para formentar uma história de solidão e descoberta de afinidade entre pessoas aparentemente incomuns.
Drama e comédia intimamente ligados por uma tênue linha que pode nos transportar a nossa propria vida. Se por um lado o filme diverte, com toda a perplexidade de Bob com tudo que lhe é estranho no Japão (onde se passa a história_) por outro ele nos perturba com uma melancolia meio que subliminar. Para ver o filme é impressindivel notar que o filme nao trata o pais como uma aberraçao e sim, pretende mostrar como o ser humano pode se transformar de maneira extraordinária quando é tirado do seu lugar comum.
Quanto a música, deixo vocês com um texto extraordinário e muito bem apresentado que trata uma fração da trilha do filme, muito singular e comovente.
"Texto publicado na Coluna Hey! do Diário de Pernambuco, em 02 de março de 2007"
Em uma cena de “Encontros e desencontros” (“Lost in translation”), de Sofia Coppola, o personagem de Bill Murray se despede de Scarlett Johansson, enquanto ao fundo um alto e lento som de bateria começa a tocar. A insistente nota do baixo antecede a guitarra aguda e distorcida. Em seguida, uma voz doce e grave canta estranhos versos: “Ouço a garota enquanto ela enfrenta metade do mundo, subindo tão viva na sua colméia que goteja mel”. O tom agri-doce da balada “Just like honey” ajudou a fazer desta seqüência a mais comovente do filme. A clássica canção abre o Psychocandy, primeiro disco do grupo The Jesus and Mary Chain, de 1985. Poucas estréias foram tão marcantes e influentes, realçadas por shows muito curtos (às vezes com menos de meia hora) e barulhentos, que atiçavam a agressividade do público. Os escoceses de nome arrogante e pomposo, que em tradução livre significa “Os descendentes de Jesus e Maria”, lançaram as bases para o som alternativo que viria depois. Os irmãos Jim (voz) e William Reid (guitarra) gostavam de Beach Boys e punk rock. Pois fizeram da mistura inusitada de melodias pop e barulhos de feedback, a referência fundamental para todas as bandas hoje rotuladas como “indie”, só comparável aos contemporâneos do Sonic Youth, vindos do outro lado do Atlântico.
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
da ausência de sobriedade!
penso em quem, quero a quem...e a quem quero, me quer também?
Fato: não sou de absolutamente ninguém, quem me dera ser! Dizes, deve ser apenas tua e de mais ninguém, quem me dera! Tem gente q deseja a liberdade ser ser infitamente solteiro. eu não, sou canceiriana porra!!!
as palavras ficam mais faceis depois do segundo copo, depois da segunda chamada, da segunda frase, do silencio do outro lado.
Aprenda meu bem, nao se atende o telefone após as 23hrs quando nao se pretende ouvir verdades, daquelas que garotas como eu dizem só e apenas sob tortura alcoolica extrema.
Mas, vamos começar do começo.
Faz tempo que prometi nao mais ir atras de ninguém, entao ontem fui ler um livro no Museu.
Estava frio, e o vento nao deixava a concentraçao criar abrigo em meus olhos, o livro, nao fixei nem ao menos uma frase completa, ficaram todas quebradas, assim como eu. Lembro do assunto, meu pai me deu esse livro "felicidade", tema complexo nao!? Sim, mto! Ainda mais pra mim. Não sei ser feliz, nao completamente, meu pai esta certo, tenho q aprender a viver um dia de cada vez. Dificil dizer a si proprio "hoje eu fui feliz", pq amanha realmente ninguém sabe! Então olhei a minha volta e ali estava, tao simples a resposta, a felicidade estava ali, pessoas aomeu redor sendo feliz ali naquele momento, e eu tb, senti a felicidade de estar ali, sozinha, apenas fazendo oq desejava. Li enquanto aquilo me fez feliz, parei, olhei as pessoas enquanto me fez bem, fui abordada por 2 crianças querendo me mostrar seus brinquedos, 2grilinhos comprados na feira do LArgo, desses q a gente paga 1real e a criança perde no mesmo dia, ridiculo? nao, felicidade pra eles! Aí me senti tão pequenas por querer demais, desejar demais, pensar demais. Mas estou lendo o livro, já é um sinal de crescimento espiritual, antes eram apenas "dane-se é meu jeito". Estou mudando, quem diria!? Ninguém!
Mas algumas coisas não mudam.
Minha total imcapacidade de revelar meus anseios e sentimentos continuam os mesmos. É ridículo, mas anos de relacionamento me ensinaram tudo que meu ex queria, e tudo q agora nao me serve de nada...lembro q passei a infancia ouvindo meus pais dizerem q eu era muito tagarela, e era mesmo! Aí fui crescendo e tudo normal, sempre falei mto, mas neh, qual o homem q se atreveria falar isso ao passo que desejava a mim?! nenhum! Ao fim, 5anos de relacionamento e desses, 3anos ele reclamando q eu falava demais, queria sempre discutir a relaçao,saber dos sentimentos dele, expor os meus etc, pois bem. Perdi minha capacidade de falar demais, fique claro que esse fenomeno ocorre apenas quando se trata dos meus sentimentos (antes que minhas amigas me desmintam!_). Agora odeio discutir a relação, odeio conversar sobre oq eu sinto, mas inexplicavelmente, resolvo fazer isso quando eu bebo, justamente Karina, quando vc nao esta no seu juízo perfeito!
Parem de dar dobble drink para as mulheres e por favor roubem meu celular denovo!
Hoje consertei todas as frases e todas as ligações, menos mal. Afinal quem nao entende uma mulher bebada?! tadinha dela. Mas fato, essas palavras vão me perseguir, aguardem desfechos para essa semana ainda!
continua...qdo recuperar totalmente a sobriedade dos fatos.
sexta-feira, 8 de agosto de 2008
sobre desejos e amores falsos...
Me apaga da tua cama...
Me usa...
Me escancara o seu drama
Vem pra ser mentira
Vem ser o meu engano
Seja o meu erro
Seja minha dor de fim de semana
Se for pra ser a lágrima
Que escorra com o meu suor
Que percorra minha solidão
Que acabe com a minha dor
Traga o seu sorriso
Coberto de promessas fáceis
Que eu trago a ilusão
Com a minha brutal fragilidade
Deixe o teu beijo
Pra segunda-feira chegar
Esqueça o meu desejo
Me paga
Para me usar...
terça-feira, 5 de agosto de 2008
D.R.I.
K diz: tudo bem, entao diga o q vc quer!
¨ diz: não quero nada!
K diz: então pq fala essas coisas...
¨ diz: só queria conversar
K diz: entendo, assim como entendo que nao temos muito a conversar, sorry!
¨ diz: tudo bem, entao vamos falar de sexo!
K diz: ah tah..a.gora sim nao entendi nada
¨ diz: nem eu..
K diz: na real nao tou entendo nada desde o começo da conversa, maldito msn...
¨ diz:por isso falei pra falar e sexo...hahaha
K diz: bem mais simples com certeza...
¨ diz: ou não
K diz: sexo ou é bom ou nao é...ou rola quimica ou nao
¨ diz: talvez...pode ainda ser bom só pra um...normalmente o famoso orgulho ou egoismo masculo
K diz: com certeza...homem é assim...sempre acha que fez 100%, conta que fez 200, quando na verdade só fez 50...hahaha
¨ diz: humm vamos parar por aí...ta ferindo meu orgulho...
K diz: nao tenho nada pra falar de vc maneh...
¨ diz: é verdade...esqueci...sao tantas...
K diz: imagino...pra vc estar no msn a essa hora, deve estar cheio de meninas atras mesmo...hahah...desculpe...saiu naturalmente...
¨ esta off line...
ops!!!
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
“Painted veil”
domingo, 3 de agosto de 2008
Sobre corpos, cérebros e ausências...
Saí ontem...sim eu sei, isso não é um diário, ou ao menos nao tem a pretensão de ser.Mas, não se paga nada para ser realista não é! Então, lá vamos nós.
Saí ontem , e sinceramente, não suporto mais esse mundo de aparencias, Deus! Por favor, tire meus olhos verdes, pq certamente se eu fosse cega, alguém ao menos me ouviria, antes de tentar(eu disse, tentar!) chegar tão perto da minha boca, aff, isso me estressa demais. Aí sou obrigada a ser grosseira, mas né, papinhos do tipo "tá procurando meu telefone" enquanto eu estou mexendo na bolsa, ou "essa boca é só pra me seduzir" não colam mais rapazes.
Não, amores, não é demagogia ou sarcasmo.
Sim, eu me acho bonitinha, sinceramente, bem mais dos ombros para cima do que para baixo, afinal, depois dos filhos há quem consiga ser a mesma, eu talvez conseguiria, porém, não gostava muito de quem eu era antes do lipe, logo, não voltarei a ser a mesma, e isso (na minha cabeça e talvez só nela) inclui corpo, alma e coração. E agradeço por ser um pouco bonita, um pouco, não muito, já está bom.
Voltando as vias de fato, acho completamente ilusória a sensaçao que as pessoas buscam quando saem, um corpo, oque é um corpo afinal? oque pode ser dele se não houver tudo aquilo que dá tempero a vida? Faz tempo que isso incomoda a muita gente, um peito, uma bunda, um tórax bem definido nao me diz nada sobre a pessoa e não há de dizer sobre mim. Alias, tenho certo apego aqueles homens desprovidos de tais "qualidades" estéticas. Ora, eu frequento academia, mais pela saúde que me tem faltado do q pelo resto, e posso dizer que é quase um martírio, penso em tantas outras coisas que poderia estar fazendo e que seriam bem mais importantes, mas enfim.
Gente, alguém explica para a humanidade, que vai chegar uma hora que todo mundo vai estar com o peito caído, a bunda cheia de celulite, sem dentes, ouvindo mal, aff, tudo bem, é uma visão bem desagradável, entao vou mudar o conceito, alguém explica para humanidade que chega uma hora na vida, que o corpo já nao representa muito, e que inevitavelmente vc terá que conversar com as pessoas, e aí sim vem o problema, se vc perdeu seu tempo cultuando seu corpo, e esqueceu de engrandecer sua alma (e trabalhar seu cérebro), oque vc vai fazer qdo essa hora chegar? Terá algo a dizer? Ou melhor, vc já pensou em que seu corpo pode mudar o mundo? Nada meu bem. Agora, suas idéias dizem muito, elas sim são capazes de transformar a pessoa mais feia em algo inigualável.
E posso dizer que o melhor sexo que tive na vida, posso lhes garantir, não partiu de um exemplar de beleza masculina. Porém, ele tinha muito a me dizer.
Um corpo não se apaixona por outro, mas um cérebro, esse sim, escolhe quem quer!
Senão oque seriam dos amores virtuais?!
"o calor do seus pensamentos, aquecem nossos beijos!"
sábado, 2 de agosto de 2008
Perto demais...
Eu sou a Alice, e dane-se a Julia Roberts, nós ao menos fazemos um ótimo strip! hahahaNovo filme, ou melhor, velho.
Quando vejo um filme e gosto, sempre vejo novamente, pra ter certeza q nao estou louca de ter gostado do tal filme.
Enfim, Closer.
Com certeza não é um filme que mudou minha percepção do mundo ou sobre a minha vida, porém me fez pensar, muito.
O o pensamento vai mudando conforme vc observa as entrelinhas do filme, a principio, o final me disse mto mais, ele me diz que é mais confortavel (nao facil, confortavel!) mentir, uma vez que sabemos que as coisas não darão certo no fim mesmo, ao menos saímos ilesos, ou ao menos ninguém nos acha mais. Aí que talvez entre o fato desse filme me fazer sentir bem, eu faço isso. Não mentir, nao, isso nao acho confortavel, acho até trabalhoso demais. O que eu faço é sumir, nao deu certo, tudo bem, eu termino e sumo, como se nada tivesse acontecido, dou as costas e sigo minha vida.
Todos fugimos, o tempo todo do que pode nos magoar.
Em outro momento, me dou conta de que Eu sou a Alice, eu dou confiança, encorajo os homens, conforto sua solidão e sou refugio para as noites, para que eles consigam se tornar fortes suficientes para conquistar o amor de alguém, obviamente, nao o meu.
Mais tarde, me encontro sozinha, mas fecho meus olhos, volto a engolir (com certa dificuldade) as lagrimas, e vou embora, nada aconteceu. Não sou mais a mesma, me exponho sem pudor, para dizer que não me abalo por amor.
Cética, adepta de diálogos rasgados, crus, duros, secos e demasiadamente sinceros e realistas.
Surpreendente, instigante, adulta, inteligente e sem censura barata, essa sou EU, assim como o filme.
Merece ser visto e apreciado!
CONTINUA...
sexta-feira, 1 de agosto de 2008
Tem dias...
O que fazer qdo o tempo passa e apesar disso nos vemos no mesmo lugar.
Hoje minha tristeza tem nome, cor, raça, só nao tem motivo certo, ou tem, Eu mesma.
É facil colocarmos a culpa em alguém, certamente nao só é facil como é ótimo também. Mas no fim das contas a culpa é somente nossa, nós mesmos nos deixamos atingir por pessoas tao pequenas. Mas isso, meus caros, é comum. Temos o maldito hábito de dar demasiada importancia a quem nos faz mal, e poucas oportunidades a quem só deseja um sorriso nosso.
Hoje minha triste tem prazo. Opto por ser feliz, por esquecer.
Esquecer, ontem conversando com uma amiga sobre isso cheguei a uma constataçao muito saudavel, ao menos psicologicamente falando, pq infelizmente em se tratando do coraçao nao chega a ser uma constataçao q me alegre, vamos as vias de fato, quero um amor, pode ser ate uma paixao, se bem q dizem q estas raramente dao lugar ao amor, mas quero assim mesmo, depois dou um jeito.
Fato, preciso de alguem para amar, para cuidar, nao de mim, e sim eu dele. Sim, eu sou canceriana, por aqui vcs já devem ter descoberto isso, preciso cuidar de alguem, estar ao seu lado, fazer nada com ele, fazer tudo com ele, preciso me apaixonar, ter orgasmos multiplos (daqueles q a gente só tem qdo se consegue conectar corpo, alma e coraçao), ter um domingo chuvoso com colchão na sala, um cobertor e ele ao meu lado, quero conversas infinitas, sem nenhuma conclusão, discussões q acabam na cama, usar aliança (nao no dedo, na alma), acordar para observar ele dormindo, quero a estabilidade de um abraço, o ardor de um beijo, quero a primera vez, todos os dias. Quero beber ao lado dele, dar risada, gargalhar, até doer a barriga, quero sentir saudades até doer o estômago, quero nao dormir ao seu lado, quero amanhecer, quero a constancia de um amor calmo, a furia de uma paixão.
Enfim, não amo ninguém desse jeito, e desculpe aqueles que cruzaram meu caminho até agora, não consigo gostar de ninguém há 3anos, nao desse jeito que descrevi. Posso ter desfrutado da compania de alguns, ter um certo apego a outros, mas ao que me recordo, nao chorei por nenhum sequer qdo a relaçao acabou. Por vezes pensei que talvez minha capacidade de gostar de alguem tivesse se esgotado apos uma dura (e necessaria) decepçao, mas não, eu me esforcei, nunca desisti de encontrar a pessoa que fará meu coraçao parar novamente. Nao encontrei, e nao sei porque, mas inexplicavelmente, meu coração começa a dar sinal de vida, sim, ele ainda bate, e tem batido mais forte ultimamente, nao sei por quanto tempo, talvez até seja passageiro, mas fato é que tenho sentido aquela dificuldade para respirar quando pensamos em alguém, alias, tenho pensado demais. Melhor esquecer.
Sim, talvez me esgotou, nao o amor, e sim tentar.
Não sei, nao tenho encontrado a resposta de muita coisa ultimamente, e talvez seja esse o erro, perguntar.
Quanto ao nome da tristeza, agradeço a você, a tristeza se chama O Escafandro e a Borboleta, hoje lembrei pq assisti esse filme uma vez só e nunca mais.
terça-feira, 29 de julho de 2008
...
Enfim meus olhos já cansados param de perseguir essas linhas.
Me volto ao fato de que talvez nao chegue a ser mais do que uma lembrança.
E talvez quando eu já estiver cansada...aí talvez sim...seus olhos se voltem pra mim
Vou embora agora...sem olhar para trás.
A saudade eu deixo para voce.
domingo, 27 de julho de 2008
Para uma amiga...
E que a sua vida será plena e feliz
Gostaria de dizer hoje que ninguém mais conseguirá te magoar
Poderia te dizer que para cada ilusão vc encontrará uma razão
que para cada lágrima um perdão
que cada desilusão sofrida trará um novo sabor a sua vida
e as palavras ditas serão esquecidas
eu poderia dizer tudo isso
mas seriam apenas novas mentiras que eu contaria ao seu coração
então minha doce, frágil e querida amiga
hoje posso te dizer que
novamente podem te magoar
que as palavras mais sinceras são aquelas que dizemos nos momentos de dor
que a verdade pode ferir mais do que a ilusão
que as lágrimas voltarão a cair
e a todo momento podem pisar em seus sonhos
porém posso dizer que
nenhum sonho nao realizado te fará ser menos feliz
que as lágrimas te ensinarão muito
e as palavras te mostrarão o caminho para felicidade
e quem te magoa hoje, esses sim
tristes delilusões vivem,
pois para se ter uma vida plena e feliz
para viver um grande amor
Não se pode ter deixado cicatrizes no caminho!
Querida amiga...talvez tenham deixado em vc muitas cicatrizes pelo caminho
mas q estas nunca sejam capazes de endurecer seu coração
que as mentiras não recaiam mais sobre você
como doces palavras mascaradas de afeto
e te desejo ainda um doce, sereno e calmo amor
para acalentar suas manhãs
mesmo que tardio, eterno.
Porque os amores vãos, esses sim, acabam como a noite.
sábado, 19 de julho de 2008
constatações...
olhava meio de lado
aquele olhar parado de quem não sabe direito o que quer
e antes que me entregasse
meu olhar eu gostava de desviar
assim eu conseguia te esquecer
mesmo que só pra mim isso fosse verdade
afinal vc não via...
eu lembro de gostar de olhar você ao longe
lembro do teu rosto cada vez que sorria
lembro da sua cama sempre desarrumada
nunca sabia se era desleixo ou por tê-la usado na noite anterior
lembro de ajudar a mantê-la desarrumada
lembro do meu vestido que vc mais gostava
nao uso mais.
o teu cheiro?
esse eu tratei de não decorar.
e as lágrimas tornaram-se palavras...
Eu vivo disso...De te ter nas mãos...
Eu jogo fora todos os teus jogos...
Eu me jogo na tua cama
Para ouvir você dizer que acabou
E eu sempre dizia
Não existia fim que eu pudesse te levar
Amor de enganos
“Acorde disso garota,
Em Minhas mãos já não carrego a sua pele marcada
Em mim já não existe o gosto da tua boca
Agora me diz
Como posso te levar aonde eu for
Por acaso é você a garota que eu sempre sonhei? Não.”
Eu me deito sobre o chão das tuas lágrimas
Me cubro da tua inocência
Arrisco cada minuto ao teu lado
Para saber onde você estará no fim
Eu paro meus olhos sobre quem eu já nem sei
Você mudou e eu simplesmente não sei
Eu vivo disso
De esperar tuas mãos
Eu poderia dizer tantas coisas
Apenas para te magoar
Mas eu me retiro docemente
Longe de você,
Hei de pisar em teus sonhos a cada dia,
silenciosamente
Eu não te quero aqui
Não agora
Nem pra sempre!
Conclusão...ainda que tardia!
esse sim, deveria ser o fim e o começo desse blog!
sem parágrafos...sem linhas ou sentidos...
dos meus desejos ingratos...
Mesmo que você os esqueça
Desejo que seu caminho seja de glórias
Ainda que após muitos fracassos
Desejo que você realize
Sem deixar de sentar-se ao por do sol
Desejo que sua vida seja repleta de lutas
Ainda que muitas guerras não valham a pena
Desejo que você sinta o sabor da vitória
Porém que não se apague o amargo gosto da derrota
Desejo que você tenha amores que lhe façam gemer, gritar, chorar.
E que sejam eternos em sua mente, pra você lembrar que viveu.
Desejo que você tenha um filho
Para você saber até onde pode ir
Desejo que você escreva um livro
Ainda que sobrem paginas em branco
Desejo que suas palavras sejam findas
Para que o seu olhar possa falar por você
Desejo a você o silêncio das horas vazias
O ruído mais estridente
O Amor mais ingrato
A paz incessante
Uma guerra sem sentido
Um olhar sem paixão
A frieza da pele
A dor que não se explica
As lagrimas inquietas
A mente perturbada
Desejo a você
Tudo que restou depois do adeus!
Nada.
“Que o mundo possa lhe ensinar as melhores coisas que eu não poderei contar.”
domingo, 13 de julho de 2008
um fim...sem começo
eu senti
seus labios me pediam para que eu não chorasse
quando ele partisse
Ele disse
Não Chore quando eu for embora
E eu me lembro
de ter vivido uma mentira querido
Doces como açucar
Seus lábios me diziam adeus todos os dias
E eu nunca chorei
Eu fiquei observando seus olhos
Eles sempre derramavam uma lágrima
Na hora do adeus
Mas eu me mantive de pé
Porque é meu jeito de dizer
o quanto te amo
Você sempre olhava para os lados
Nunca para mim
Eu tentei por anos ser aquela que você queria
Eu caminhei por suas ruas
Eu sorri nas fotografias
Eu parti meu coração
Mas eu não derramei uma lágrima
Desde aquele primeiro beijo
Eu já sabia que eu viveria uma mentira querido
Você sabe, eu sei
Eu não vou chorar essa noite...
Para poder ver você voltar amanhã!
terça-feira, 8 de julho de 2008
Fim
Continua...
Escrevi este fim com minhas próprias mãos...E eu mesma coloquei o ponto q faltava depois dele.
FIM.
Talvez ele não tenha percebido, talvez leve um tempo para ele saber que me perdeu, mas aqui estou, sem lagrimas ou remorso, sabendo que fiz um bem a mim mesma. Deixo para trás alguém muito importante...deixo para trás mais um traço que ficou no caminho, sem desenhos ou formas, mas um traço suave, ao qual se reconhece de longe, como um sinal de carinho em cada cor da caneta que usei para fazê-lo.
Fiz uma opção entre tentar e não perder. Escolhi desta vez não perder nada.
Deixo para trás a ilusão de que poderia ser você a tal pessoa, e fico com a certeza de que é você o amigo tão querido a quem posso sempre recorrer.
É ridículo, mas às vezes nós vamos simplesmente vivendo sem saber onde estamos chegando, eu cheguei ao ponto de que precisava, perguntei a ele o que eu significava, “somos amigos? Sim Somos, adoro vc”, pois é eu também adoro ele, e adoraria mais ainda, porém me retiro antes que danos sejam causados a minha vida, e como diria um amigo, sou dona de um emaranhado que tenta ser um desenho. Engano seu bom amigo, sou dona de um lindo desenho, mas que preferiu enfeitar o paraíso com algumas linhas a mais. Por que? Porque o paraíso é perfeito demais para mim, e como descrevo ali do ladinho, neste blog: Imperfeita até o fim! Por que se o que a vida tinha para me oferecer era só um monte de desenhos prontinhos, aff, já teria me retirado docemente e com um lindo sorriso nos lábios. Mas voltando ao assunto.
Tive que novamente fazer uma opção, triste, cruel, e que talvez só eu veja como tal. Opção feita, espero que as conseqüências não me persigam por demasiado tempo, como em outros anos. Espero eu desta vez ser melhor compreendida. Porque eu falei tantas vezes, repeti exaustivamente, o quanto eu precisa de alguém simplesmente para segurar minha mão.
Eu não preciso de dinheiro, de posses, de alguém de alto nível social ou ainda alguém que ostente algo, eu preciso simplesmente de alguém que segure minha mão enquanto caminhamos, nem que seja á lugar algum. Esse foi o “ponto” que vinha após o “fim”. Mãos no bolso. E eu procurando suas mãos. Mãos no bolso. Eu adoro você, mas não é você o tal.
Eu que estava já há uma semana me perguntando oque faria, a quem escolheria, Deus envia pessoas certas nas horas certas, podem não vir perfeitas, mas vem da maneira que te fará mais feliz. Deus coloca a pessoa que você precisa na sua vida, não a que você quer, atenção, a que você precisa de fato.
Talvez o sexo não seja bom, talvez ela goste mais que você, talvez vc seja feio e ela bonita, talvez ela seja feia e vc bonito, talvez ele precisasse ter mais dinheiro para te satisfazer, talvez ela precisasse ser mais humilde para você, talvez ele ostente demais, talvez você tenha de menos, talvez ela tenha filhos, talvez ele tenha filhos, talvez vc goste de balada e ele da sua cama. Mas em algum momento você vai descobrir que essa pessoa que esta ao seu lado não é quem você queria, mas é de quem você PRECISA para ser feliz!
segunda-feira, 7 de julho de 2008
Domingo, 06 de Julho de 2008
Lembro que li em algum lugar que nossas vidas formam um circulo perfeito, onde tudo se encaixa, e cada detalhe coopera para que tudo aconteça da melhor forma, e até mesmo os erros, sim, estes também foram calculados.
Quero dizer que acredito, muitas pessoas nasceram e vivem uma vida na qual se tornam círculos perfeitos. Porém acredito – ainda mais – que alguns entre tantos círculos perfeitos vivem dia apos dia, sem saberem ao certo o que poderá acontecer. Não ser um circulo perfeito talvez não seja fácil, porém a graça esta em poder desenhar seu próprio caminho. O que você pretende fazer hoje da sua vida, quais caminhos pretende seguir, até mesmo onde pretende estar daqui dez anos, são perguntas coerentes quando se pretende desenhar sua vida. Círculos perfeitos não são perfeitos apenas por serem planejados, muitos nasceram já com a vida simplesmente estruturada para acontecer, outros planejam. Da mesma forma é importante dizer que nem por isso desenhar seu caminho deve significar não planejar, e sim aprender a planejar e saber que em determinado ponto do caminho, as coisas podem simplesmente: Mudar.
Algumas pessoas são círculos perfeitos, outras o conjunto de variadas linhas e formas.
Ao passo que ouvi esta frase (citada no primeiro parágrafo deste texto) pude rever muitas coisas expostas sobre mim, em uma fase muito peculiar da minha vida, onde andava a me perguntar “porque?”, tantos “porquês” que em determinada altura já não conseguia mais ouvir minha própria voz, então me sentei por breves – longos anos – até um dia: “Karina, acorde!” ouvi ele me chamar, sei que ele esperava que fosse rápido, sei que ele acha esperou muito, sei que por mim esperou muito pouco. Hoje sei que oque aconteceu foi apenas o encontro de um circulo perfeito com um emaranhado de linhas – sonhando que poderia se tornar circulo – encontro fadado a ser tão intenso quanto efêmero.
Fato: Sonhamos demais, perdi muito tempo sonhando, e por vezes esqueci de cultivar meus sonhos. Sonho é oque mantém nossos ideais, realidade é o que nos mantém em pé.
Porém, me dei conta – apenas hoje, demasiadamente tarde – quantas pessoas eu deixei no meio dos meus sonhos, quantos sonhos de outras pessoas eu quebrei por achar que não era exatamente aquele o desenho que eu deveria fazer.
Lamento.
Não é e não há de ser um mérito o fato de ter magoado tantas pessoas.
É inquestionável que para cada vez que eu disse estar decidida a parar de preencher espaços com relacionamentos que só me trazem breves momentos, eu apaguei uma linha que alguém talvez tivesse imaginando um desenho perfeito. No dia seguinte me via como sempre, acordando em uma cama que não é a minha, com alguém que esta longe de ser o meu norte, é isso! Meu “norte”.
Perseguimos insistentemente ao longo dos anos alguém que será nosso norte, nossa segurança. Quando na verdade nossa segurança não é estar sempre com alguém, e sim poder ir, conhecer novos lugares, novos sentimentos e ainda assim saber que podemos voltar, nosso “norte” é para quem indefinidamente voltamos, é quem sempre volta para nossa vida, é aquela pessoa que diz tchau com um beijo e nunca com palavras, porque um beijo me diz que ele sempre vai voltar. Pertencemos a alguém sem saber, sem que isso seja pesado, ou um fardo. Encontramos nosso caminho, a medida que aprendemos que alguns sonhos precisam ser guardados dentro de um livro, para serem lembrados em determinado ponto de nossa vida, e então quando nos voltamos a realidade dos fatos é que entendemos que não precisamos “estar” com alguém, e sim ter alguém por quem valha a pena voltar.
sábado, 19 de abril de 2008
Soneto de Devoção (Vinícius de Morais)
E lúbrica em meus braços, e nos seios
Me arrebata e me beija e balbucia
Versos, votos de amor e nomes feios.
Essa mulher, flor de melancolia
Que se ri dos meus pálidos receios
A única entre todas a quem dei
Os carinhos que nunca a outra daria.
Essa mulher que a cada amor proclama
A miséria e a grandeza de quem ama
E guarda a marca dos meus dentes nela.
Essa mulher é um mundo!
Talvez... - mas na moldura de uma cama
Nunca mulher nenhuma foi tão bela!
Vou deixar de amar você...
deixar de amar cada vez que acordo e penso em você
Deixar de amar cada vez que mesmo de longe teu beijo me faz adormecer
Vou deixar de amar teu sorriso que me encanta
Teu olhar que me apaixona
Vou deixar de gritar meu amor que é pranto, que é brando
Vou cantar baixinho
para chegar apenas aos teus ouvidos
que vou deixar de te amar
Vou deixar de amar você
você que faz da tua ausência tua presença mais constante
Vou deixar que adormeça em mim o desejo
de amar alguém mais do que posso
Vou deixar a quem não tenho
Vou deixar meu amor ao relento
preso no infinito...
de um amor que não morre...
Vou deixar de amar você!
Esquecer por quem meu coração já nem vive...
segunda-feira, 31 de março de 2008
Crônica do Amor
Eu quero um Arnaldo só pra MIM!
Você sabe que é amado(a) porque lhe disseram isso?
A demonstração de amor requer mais do que beijos, sexo e palavras.Sentir-se amado é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida, Que zela pela sua felicidade, Que se preocupa quando as coisas não estão dando certo, Que se coloca a postos para ouvir suas dúvidas, E que dá uma sacudida em você quando for preciso.Ser amado é ver que ele(a) lembra de coisas que você contou dois anos atrás, É ver como ele(a) fica triste quando você está triste, E como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo uma tempestade em copo d'água. Sente-se amado aquele que não vê transformada a mágoa em munição na hora da discussão.Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente inteiro.Aquele que sabe que tudo pode ser dito e compreendido. Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é, Sem inventar um personagem para a relação, Pois personagem nenhum se sustenta muito tempo.Sente-se amado quem não ofega, mas suspira; Quem não levanta a voz, mas fala; Quem não concorda, mas escuta. Agora, sente-se e escute: Eu te amo não diz tudo! "Para conquistarmos algo na vida não é necessário, apenas, força ou talento; é preciso, acima de tudo, ter vivido um grande amor"
Alguém que esquece os erros do passado e segue em frente a cada dia,
Que não deixou de aprender com tais erros,
mas que também não deixou de tentar pelo simples fato de já ter errado.
Alguém que não acredita na desilusão,
Que sonha de olhos abertos,
Uma vida na qual a ilusão nunca teve abrigo.
Alguém que não pretende se Magoar com coisas pequenas,
e que nem mesmo as grandes a conseguem atingir.
Que não se deixa abater,
Mesmo que suas lágrimas insistam em cair.
Dorme tarde...acorda cedo...
Que jamais dormiu...
Ou simplesmente ainda não acordou.
Ama tanto quanto precisa ser amada.
Que faz da sua felicidade uma meta de vida
Que procura uma vida em comum com a sua
Que se joga em suas paixões
Que escreve mais do que sente
Que sente mais do deveria
Faz do dinheiro uma conseqüência
E da realização própria o caminho
Alguém de uma casa branca com flores na varanda
De um samba assim, para uma vida feliz
Alguém que não pede muito
Que não precisa de muito
Que sonha apenas em ser o sonho de alguém...
segunda-feira, 24 de março de 2008
Semiótica e Janela da Alma...co-relação
Vivemos em um mundo áudio-visual, onde somos atingidos constantemente por sons e imagens que tenta nos criar uma resposta para essa pergunta.
Mas quem criou essas imagens e esses sons, certamente deve ter uma percepção do mundo a sua volta bem diferente da de cada um de nós. Portanto poderíamos dizer que tais efeitos áudios-visuais que nos são vendidos diariamente são a perfeita representação da realidade a nossa volta?
O filme Janela da Alma nos mostra diversas opiniões e vivências acerca deste assunto. Neste filme, dos diretores João Jardim e Walter Carvalho, é feita uma análise sobre a importância do olhar para quem possui problemas de visão, e como tal problema interfere na sua definição e construção da realidade á sua volta.
Seguindo pelo mesmo assunto temos a Semiótica. A “ciência dos signos” - para o qual temos que signo é tudo o que tem sentido, um significado – que nos ajuda a entender como as pessoas interpretam tais signos, ou mensagens, como conseguem interagir com este, e de que formas que estes signos podem atingir cada pessoa.
“Comunicar” significa transmitir uma mensagem, ou seja, “pôr em comum" uma idéia até então singular e abstrata. Logo, podemos entender o processo de comunicação como a troca de uma mensagem entre um emissor e um receptor. Nesse contexto, é correto dizer que tudo aquilo que nos é mostrado, exposto, não é interpretado de forma rígida, todas essas mensagens, imagens e sons são constantemente modificados por cada receptor. Tal afirmação é reforçada no filme Janela da Alma, nas palavras do poeta Manoel de Barros:
“O olho vê, a lembrança revê as coisas e a imaginação é a imaginação que transvê, que transfigura o mundo”.
Manoel de Barros com isto nos fala o que a Semiótica já vem estudando há algum tempo, de que o olho humano é apenas uma ferramenta no processo de entendimento de uma mensagem, nosso olho apenas nos proporciona enxergar a determinadas coisas, porém, é nossa lembrança que traz a tona um significado para o que foi visto, até que ponto aquilo será capaz de nos atingir, ou seja, a decodificação de cada mensagem depende do conhecimento, lembranças, cultura, vivências, etc, de cada pessoa. Já a nossa imaginação é o elemento capaz de transformar essa experiência em algo único. Assim podemos entender qual a importância das emoções como elemento ativo na transformação da realidade á nossa volta.
Trazendo isso para uma hipótese real dentro do Design, podemos citar o exemplo da elaboração e conceituação de um produto. Sabemos que para viabilizar um projeto, o designer precisa conhecer o contexto tecnológico em que o produto está inserido, o problema é que este sozinho não funciona. Para ter algum impacto, o produto precisa apresentar um contexto simbólico, social e cultural de maneira que esses elementos juntos conversem de forma eficiente com o usuário. E em tal processo os Signos desempenham um papel fundamental. Sem tais Signos, não há mensagem, nada podemos transmitir ao usuário. A Semiótica estuda o que fica entre o objeto e sua representação, dando ênfase não apenas ao comportamento e apresentação dos objetos, e sim ao seu significado.
Para concluir cito o cineasta alemão Wim Wenders, no filme Janela da Alma:
“Felizmente, a maioria de nós consegue ver também com os ouvidos e ouvir e ver também com o cérebro, o estômago e a alma. Acho que vemos um pouco com os olhos, mas não inteiramente”.
quarta-feira, 19 de março de 2008
pelos cantos...
Eu vivo disso...
de te ter nas mãos...
Eu jogo fora todos os teus jogos...
Eu te quero aqui,
Agora...
Amanha não
Eu podia sentir vc dizendo
Acabou, é o fim
Mas eu dizia
Não há fim que eu possa te levar
Acorde disso garota,
Em Minhas mãos já nao carrego a sua pele marcada
Em mim já nao existe o gosto da tua boca
Agora me diz Como posso te levar aonde eu for
Agora me diz
É você a garota que eu sempre sonhei?
eu me deito sobre o chão das tuas lágrimas
me cubro da tua inocência
arrisco cada minuto ao teu lado
para saber onde você estará no fim
Eu paro meus olhos sobre quem eu já nem sei
Você mudou e eu simplismente já não sei
Eu vivo disso
De esperar tuas mãos
Eu vivo disso
de ser o próximo passo do teu jogo
Eu não te quero aqui
Não agora
Nem pra sempre!
sábado, 8 de março de 2008
NUA...
perderia meu rumo por vc...
perderia a chance de acordar...
perderia a lua ao anoitecer...
perderia o imenso medo de cair...
me daria entre esses lençois...
entregue entre tantas recordaçõesde uma breve noite...
porque urge sermos cegos
entao cerra teus olhos
que apenas com seu toque se desnudará
o misterio que se esconde
docemente pelas minhas costas
deita-me entre teus lençois
e envolve com teu hálito minha cintura
Denuncie o meu cheiro entre teus dedos
e entao toca-me com teu beijo
Abre teus olhos,
e deixa-te inebriar com minha boca em tua pele
te deixa iluminar
que é luz o meu prazer...
ouve estes gemidos
Que sussurram em teu ouvido
Que deslizam em teu corpo...
Que navegam em teu suor
Insistindo em te seduzir
Que invade o teu íntimo
Desnudando a tua alma
Que te fazem delirar
Que brincam com sua insensatez
Molhados, Suados
Beija-me
Mas, do teu jeito
Que me enlouquece
Que me entontece
Me acalma...
Morrendo em minha boca
Nem que seja por uma noite
e só...
Sem final Feliz!
Nunca existirá um final feliz
Do fim nunca pude ver seu rosto
Ao longe nunca pude sentir tuas lagrimas
Essa é a história verdadeira
Nossa historia
Sem final feliz
Um curto amor
Um curto amor
Pequeno e inesquecível amor
Essa é a história de uma paixão
Sem loucuras
Ou glórias
Que chegou ao fim
Sem um final feliz
Teus olhos nunca viram
Nem teus ouvidos ouviram
Tudo que eu pude sentir por vc
Vc não seria capaz de dizer que era para sempre
Não existem finais felizes
E nem um beijo que duraria para sempre
Não um com o sabor igual ao teu...
Eu pude sentir desde a primeira vez
Longe de vc
Eu vendi minha vida
Eu fiz tantos sacrifícios
Eu me tornei algo para sempre
Hj jah não posso lembrar quem eu fui
Todos os dias
Vivendo pelo teu abraço
Vivendo de vc
As 5 da manha amanhecendo apenas para te olhar
Ali, parada sobre a nossa cama
Eu sabia que não seria para sempre
Mas eu gastei cada minuto nessa entrega
Sabendo que não teria um final feliz
Apostamos alto demais
A eternidade cobra seu preço
Cada caricia eu paguei com minha dor
Cada dia da tua ausência eu gastei com essas palavras
De uma história de um pequeno doce amor
Nossa história sem final feliz
Nosso amor de vida real...
segunda-feira, 3 de março de 2008
És por certo mais belo e mais ameno
O vento espalha as folhas pelo chão
E o tempo do verão é bem pequeno.
Ás vezes brilha o Sol em demasia
Outras vezes desmaia com frieza;
O que é belo declina num só dia,
Na terna mutação da natureza.
Mas em ti o verão será eterno,
E a beleza que tens não perderás;
Nem chegarás da morte ao triste inverno:
Nestas linhas com o tempo crescerás.
E enquanto nesta terra houver um ser,
Meus versos vivos te farão viver."
William Shakespeare
Clarice Lispector
domingo, 10 de fevereiro de 2008
Divagando...
Pensei ter encontrado a minha pessoa errada, e como dói saber - lentamente - que ela é na verdade a pessoa certa (?).
Explico!
Depois de ler essa crônica de Veríssimo - que óbviamente veio a calhar com o momento - pensei, qual será a pessoa que procuro?, oque é melhor para minha vida, a pessoa certa ou a errada(?).
Como se bastassem essas perguntas para tudo se resolver!
Simplismente o destino não nos dá as respostas necessarias, e então entram nas nossas vidas, pessoas certas e erradas, e então - como se fossemos capazes de decidir racionalmente - nos mandam fazer escolhas. Já nao faz um tempo que dizem que o grande privilégio do ser humano é o "Livre Arbítrio"?! Pois bem, vamos entender oque essa expressão significa: Arbítrio significa resolução que dependa só da vontade, o que nos leva à conclusão de que livre arbítrio determina a decisão livre, sob os auspícios da vontade livre, consciente e sem vícios de cada um! Tudo bem, vamos imaginar que - em um mundo perfeito, sem seres humanos falhos - isso aconteça, e nós realmente consigamos agir sem a interferência de nossos vicios, e que a nossa vontade - quando apaixonados - seja inteligente e nao extremamente impulsiva, logo abro mão desse previlegio, por favor, uma mente capaz e racional decida por mim. Não, nao é de caso pensado que digo isso, é em razão de extremo desespero mesmo! É pelo cansaço.
Me sinto só, e cansada.
Cansei de procurar por algo que sempre acaba no quase. Quase deu certo. Mas existe sempre um detalhe. Aquele detalhe que diferencia então a pessoa certa da pessoa errada. Que de forma simplificada é apenas o fazer ou não você sofrer!
(os risos neste momento também são de desespero!)
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008
Estaria eu até aqui, apenas gastando minhas noites ao seu lado?! - até aqui, porque até mesmo minhas noites sozinhas agora são gastas escrevendo sobre ele - antes ao menos usava de tal hora para refletir sobre o tamanho da minha solidao! Já não me reconheço! Por não ser uma situação comum, hoje tenho adquirido o hábito de me sentar de madrugada sobre a cama - dele, nao minha - e me sentido ainda mais sozinha, ou melhor, tenho até perdido o sentido das minhas palavras, retomarei portanto com a correta: vazia!
me sinto vazia cada vez que ele vira para o seu lado da cama e dorme, sem ao menos lembrar do delicado beijo que antes me acariciavam os labios ao deseja-me boa noite, deita-se apenas um corpo ao meu lado, por fim, nada mais...temo em dizer que passadas algumas horas desde o momento em que entrei em sua casa, ja não sei dizer onde estou, ou com quem...as horas - ou a saciedade - o transformam em alguém tão menor!
E esse alguém me faz querer desistir por fim.
Desistir de me apaixonar novamente, desistir de tentar, desistir de te cobrir com meus beijos, de saciar-te com meu desejo...não sacies meu bem! Acorda novamente querendo me possuir, que quando o sentes, volta a ser aquele homem para o qual olhei e me fiz cega diante do mundo. Voltas a ter imediatamente aquele olhar que me enebria a alma, volto a sentir as mãos que me consolam a pele, o suave - e denso, e inexplicavel - gosto dos teus lábios, e teu cheiro que faz com que eu me perca!
Desperta!
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008
Nádegas Redolentes ( Luis Fernando Verissimo, 2002)
— Pá-ra.
De noite, ela insistia e o emburrado era ele. Ela tomava banho, botava uma camisola transparente e deitava ao lado dele, toda certinha, penteado perfeito. Ele não podia dizer do que gostava mesmo era quando ela acordava com a camisola toda torta, com uma alça enroscada nas pernas, nas doces pernocas matinais. Ele ficava lendo, ela ficava esperando. Cheirando a sabonete e esperando. Tentava começar uma brincadeira, atiçando-o com o pé. Cantarolava no seu ouvido
- "Ele já não gosta mais de mim, que pena, que pee-na..."
Ele continuava lendo até que ela desistisse e dormisse. Ele não queria nada com aquela pessoa que virava as pestanas antes de ir para a cama. Queria era a camponesa da manha. Sonhava com a sua camponesa irritada. A tese dela era que, antes de escovar os dentes e tomar café, uma pessoa não é uma pessoa, é uma coisa. Pode evoluir para uma pessoa se fizer um esforço, mas é um processo lento e difícil que requer concentração, e exclui qualquer forma de digressão, ainda mais sexual. Comparava o sono a um acidente ao qual a gente sobrevive, mas leva meio-dia para se recuperar. E o desejo dele de possuí-la antes de escovar os dentes a uma tara indefensável, quase a uma forma de necrofilia.
- "Sai, sai!"
E levantava-se, tentando encontrar as pontas da camisola, puxando uma alça do meio das pernas com fúria. Quando chegava à porta do banheiro, já era uma mulher comprida. E ele ficava cheirando o travesseiro ainda quente. Mmmm. Baunilha, decididamente baunilha. Uma noite, ela disse:
- Eu acho que você tem outra. Acho que você está pensando nela neste momento. Fingindo que lê e pensando nela. Diz que não!
Ele não disse que não. Estava pensando nela, de manhã. A sua outra, a sua inatingível outra, a das pernocas, a da baunilha. Mas ela não precisava se preocupar, pensou. Nunca seria enganada. A outra não queria nada com ele.
— Apaga a luz, apaga.
Ele suspirou, fechou o livro, apagou a luz. Enquanto faziam amor, ele tentava imaginar que ela era a outra. Mas o cheiro de sabonete atrapalhava.
domingo, 6 de janeiro de 2008
Carlos Drummond de Andrade
Escritor: não somente uma certa maneira especial de ver as coisas, senão também uma impossibilidade de as ver de qualquer outra maneira.
Carlos Drummond de Andrade
terça-feira, 1 de janeiro de 2008
novo fim.
o quanto me fez sangrar
cada vez q eu dizia adeus
e você insistia em ficar pra sempre
você nunca me olhou com amor
nem por um segundo
eu nunca signifiquei nada
mas no fim ficava tudo bem
pq amar você era mais do q isso
sempre foi mais que o meu respirar
e você não sabe
o mal q me causou
pessoas me diziam
tudo vai ficar bem
e cada lagrima me dizia q não
você seria aquele q destruiria minha crença
meus passos ficaram no meio do caminho
eu desistiria de tudo por você
mas suas palavras foram cruéis demais
eu pensava em você dia e noite
as pessoas me diziam q tudo ficaria bem
mas ninguém me levantaria
da dor de te ver feliz
todo mundo tentou
mas só você me fez ver
que ninguém faria o que você fez
enfim vai saber o quanto me fez sofrer
não é você
aquele por quem respiro a cada manhã
não mais


