segunda-feira, 7 de julho de 2008

Domingo, 06 de Julho de 2008


Lembro que li em algum lugar que nossas vidas formam um circulo perfeito, onde tudo se encaixa, e cada detalhe coopera para que tudo aconteça da melhor forma, e até mesmo os erros, sim, estes também foram calculados.

Quero dizer que acredito, muitas pessoas nasceram e vivem uma vida na qual se tornam círculos perfeitos. Porém acredito – ainda mais – que alguns entre tantos círculos perfeitos vivem dia apos dia, sem saberem ao certo o que poderá acontecer. Não ser um circulo perfeito talvez não seja fácil, porém a graça esta em poder desenhar seu próprio caminho. O que você pretende fazer hoje da sua vida, quais caminhos pretende seguir, até mesmo onde pretende estar daqui dez anos, são perguntas coerentes quando se pretende desenhar sua vida. Círculos perfeitos não são perfeitos apenas por serem planejados, muitos nasceram já com a vida simplesmente estruturada para acontecer, outros planejam. Da mesma forma é importante dizer que nem por isso desenhar seu caminho deve significar não planejar, e sim aprender a planejar e saber que em determinado ponto do caminho, as coisas podem simplesmente: Mudar.
Algumas pessoas são círculos perfeitos, outras o conjunto de variadas linhas e formas.
Ao passo que ouvi esta frase (citada no primeiro parágrafo deste texto) pude rever muitas coisas expostas sobre mim, em uma fase muito peculiar da minha vida, onde andava a me perguntar “porque?”, tantos “porquês” que em determinada altura já não conseguia mais ouvir minha própria voz, então me sentei por breves – longos anos – até um dia: “Karina, acorde!” ouvi ele me chamar, sei que ele esperava que fosse rápido, sei que ele acha esperou muito, sei que por mim esperou muito pouco. Hoje sei que oque aconteceu foi apenas o encontro de um circulo perfeito com um emaranhado de linhas – sonhando que poderia se tornar circulo – encontro fadado a ser tão intenso quanto efêmero.
Fato: Sonhamos demais, perdi muito tempo sonhando, e por vezes esqueci de cultivar meus sonhos. Sonho é oque mantém nossos ideais, realidade é o que nos mantém em pé.
Porém, me dei conta – apenas hoje, demasiadamente tarde – quantas pessoas eu deixei no meio dos meus sonhos, quantos sonhos de outras pessoas eu quebrei por achar que não era exatamente aquele o desenho que eu deveria fazer.
Lamento.
Não é e não há de ser um mérito o fato de ter magoado tantas pessoas.
É inquestionável que para cada vez que eu disse estar decidida a parar de preencher espaços com relacionamentos que só me trazem breves momentos, eu apaguei uma linha que alguém talvez tivesse imaginando um desenho perfeito. No dia seguinte me via como sempre, acordando em uma cama que não é a minha, com alguém que esta longe de ser o meu norte, é isso! Meu “norte”.
Perseguimos insistentemente ao longo dos anos alguém que será nosso norte, nossa segurança. Quando na verdade nossa segurança não é estar sempre com alguém, e sim poder ir, conhecer novos lugares, novos sentimentos e ainda assim saber que podemos voltar, nosso “norte” é para quem indefinidamente voltamos, é quem sempre volta para nossa vida, é aquela pessoa que diz tchau com um beijo e nunca com palavras, porque um beijo me diz que ele sempre vai voltar. Pertencemos a alguém sem saber, sem que isso seja pesado, ou um fardo. Encontramos nosso caminho, a medida que aprendemos que alguns sonhos precisam ser guardados dentro de um livro, para serem lembrados em determinado ponto de nossa vida, e então quando nos voltamos a realidade dos fatos é que entendemos que não precisamos “estar” com alguém, e sim ter alguém por quem valha a pena voltar.

Um comentário:

Milton Freitas disse...

Combinado, ficarei aguardando sua resposta. Bjos.