Agarrou em seus cabelos,
Como quem agarrasse o mundo com suas mãos.
Segurou forte.
Tinha medo de perder a coragem de viver.
Lutou tanto por aquilo
Que já não importava os 5min q durariam
Ou anos a fio
Ele a queria pura e simplesmente, ali.
Naquele momento chorou como jamais teria feito.
Diante da cabeceira viu apenas sua dor em pequenos comprimidos
Sofria também, agora sozinho
Pesava o fato de ninguém poder ser dono do mundo
Sentia cada suspiro de vida cessar.
Só a dor não estancava
Fazia-lhe falta o que ela levava consigo
Cada sorriso no amanhecer
Cada copo de café fraco e ralo
As brigas sem sentido algum
que vinham com hora marcada – 28 dias
a casa dos potes sem tampa
A geladeira cheia de iogurtes naturais
A mudança constante de cabelos
(por vezes ele se perguntava com quem dormiria...)
Loira, morena, ruiva.
Sentia falta de todas elas em uma.
Agarrou seus cabelos novamente
Agora com toda força que teria para viver o resto de sua vida
Colocava ali os gritos de seu coração vazio
O tapete coberto de lagrimas e sangue
E somente ele se mantivera acordado para vê-la partir
Ele e seus olhos que sufocavam cada esperança.
Os soluços eram certos
Um passo atrás
E já não haveria motivos para continuar
Tentou ainda que inutilmente
Dizer o quanto se importava
Pensou se todos os dias em 5 anos não foram suficientes
Pensou se aquele quindim não teria resolvido a sua tristeza
(sim, ele lembrou do quindim que tanto a deixava feliz).
Já não havia gosto, cheiro ou sentido.
Foi quando seu corpo repousou
E aceitou desfazer todos os sonhos
Ela tossiu...
Passos rápidos, desesperados!
E a força que nem imaginava ter
Não havia tempo,
Levava em seus braços sua ultima chance de ser feliz.
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