sábado, 28 de março de 2009

ontem...

Mergulho em suas lagrimas
Procuro pelo que sobrou de você

Corro pelas avenidas
Perco os passos
Meus sonhos
Para te encontrar

Queria poder estender as mãos
E te tocar
Paro diante das estrelas
Não vejo mais sua alma ao meu lado
Faz tempo que você partiu?
Não tenho contado nem mesmo com a solidão

Ate ontem éramos jovens apaixonados
Por nossas próprias vozes
Hoje o céu está coberto de mentiras
E lamentações
Vivemos por nossa sobrevivência
Poderíamos comprar sentimentos com dinheiro
Mas posso ouvir a tristeza por trás de cada sorriso
E quantas palavras que não seriam ditas?

Tranco as portas e as janelas...
Estou atrás dessas lagrimas que nunca cessam
Apenas quero sair deste lugar
Que me tirou você

sexta-feira, 27 de março de 2009

Retornos

Minhas lagrimas contaram uma piada ao mundo
Como poderia uma pessoa como você
Um dia me amar?

Suas lagrimas foram derramadas

E eu contei uma piada
Que fez o mundo chorar
Enquanto eu ria

Te deixei para trás.

mais uma...

Escondo meu coração embaixo das cobertas
Como se fosse possível fugir
Como se ele fosse sufocar ali
Como se já não tivesse resistido o suficiente

Escrevo canções a ninguém
Falo com os espelhos
E cubro cada palavra com mentiras razoáveis

Desperto...

Mancho cada lençol com seu perfume
Em cada linha desenho o seu corpo
E a sua boca repousa sobre todas as colheres
Fecho os olhos

Repouso sob a tua ausência
Sobre a total ausência de mim mesmo

minutos...

Agarrou em seus cabelos,
Como quem agarrasse o mundo com suas mãos.
Segurou forte.
Tinha medo de perder a coragem de viver.
Lutou tanto por aquilo
Que já não importava os 5min q durariam
Ou anos a fio

Ele a queria pura e simplesmente, ali.
Naquele momento chorou como jamais teria feito.
Diante da cabeceira viu apenas sua dor em pequenos comprimidos
Sofria também, agora sozinho

Pesava o fato de ninguém poder ser dono do mundo
Sentia cada suspiro de vida cessar.
Só a dor não estancava
Fazia-lhe falta o que ela levava consigo
Cada sorriso no amanhecer
Cada copo de café fraco e ralo
As brigas sem sentido algum
que vinham com hora marcada – 28 dias
a casa dos potes sem tampa
A geladeira cheia de iogurtes naturais
A mudança constante de cabelos
(por vezes ele se perguntava com quem dormiria...)
Loira, morena, ruiva.
Sentia falta de todas elas em uma.

Agarrou seus cabelos novamente
Agora com toda força que teria para viver o resto de sua vida
Colocava ali os gritos de seu coração vazio
O tapete coberto de lagrimas e sangue

E somente ele se mantivera acordado para vê-la partir
Ele e seus olhos que sufocavam cada esperança.
Os soluços eram certos
Um passo atrás
E já não haveria motivos para continuar

Tentou ainda que inutilmente
Dizer o quanto se importava
Pensou se todos os dias em 5 anos não foram suficientes
Pensou se aquele quindim não teria resolvido a sua tristeza
(sim, ele lembrou do quindim que tanto a deixava feliz).

Já não havia gosto, cheiro ou sentido.
Foi quando seu corpo repousou
E aceitou desfazer todos os sonhos
Ela tossiu...

Passos rápidos, desesperados!
E a força que nem imaginava ter
Não havia tempo,
Levava em seus braços sua ultima chance de ser feliz.

quarta-feira, 25 de março de 2009

as mãos desceram suavemente
pode sentir a carne trêmula
o desejo que se derramava entre as coxas
o suor que escorria na pele
o gozo em suas mãos
o prazer em seus braços
procurou enfim em seus olhos

encontrou apenas ausência..
quem vai, jamais saberá como é
a dor de carregar o amor de quem um dia partiu...

o amargo das palavras

Não pude olhar em seus olhos
Mas o tempo me dizia
Que era hora de mudar
E você permanece aqui, ausente.
Acima de todas as coisas

Eu joguei fora às cartas
Deixei de bater nas mesas
meus copos ficaram pela metade
Acordei e vi q era o dia da promessa
Você nunca veria meu coração se partir

Não vou deixar meus pensamentos

Eu saltei sobre os seus sonhos
Controlei cada idéia
E agora vou embora
É isso q eu faço

Hoje é um dia perfeito
Para um jogo livre de sentimentos
Você não sabe o quanto eu queria
Ver o seu coração se quebrar
E você não vai ler a minha mente

Chamas sobre a casa
Cortes na pele
Sangue nas mãos
O suor nos lençóis
Eu já não penso enquanto fazemos amor

Você sempre me puxa de volta
Não faz sentido ainda querer
Que leia meus pensamentos
Como se eu ainda fosse sua

Eu dirijo a procura de outro corpo
Outras bocas para beijar
Como se fosse a sua
Tudo isso para provar
Que faz parte do passado

O medo estampado na cara
O brilho que foi roubado dos olhos
O sorriso incansável
Eu vou quebrar seu coração
Vou te fazer não esquecer

Eu sei cada passo do caminho
Fiz isso tantas vezes q já não importa
O quanto você me puxe de volta
Eu vou fazer você se sentir
O ultimo

sobre a nossa vida...

Quanto mais amargo, melhor
Eu insistia em ter um gosto assim
Você sorria
Eu chorava
Deitávamos lado a lado


Você falava...


Falava...


Falava...


Eu sorria
Vc chorava


Íamos a todos os lugares
Conversávamos com os amigos
Estudávamos
Sentavámos em cantos quaisquer
Líamos um sobre o outro
Do outro sobre nós mesmos


Você sorria
Eu chorava


Deitávamos lado a lado
Contávamos histórias
Inventávamos outras tantas
Sentíamos
Suávamos
Beijávamos
Gozávamos


Vc dormia
Enquanto eu sonhava


Deitavámos lado a lado
Construímos desejos
Casa, apartamento
Dormíamos


Eu ainda sonhava
Você partia

Mudamos de cidade, de estados, de pátrias
De sonhos
De vidas
Deitávamos ainda lado a lado


Você ainda mentia
Enquanto eu ainda insistia em viver

Nunca estivemos sobre a mesma cama...

terça-feira, 24 de março de 2009

Você tenta sentir o que eu sinto
Mas nada será como antes
Tenho os copos vazios
A lembrança de cada toque
As musicas nas paredes
Os olhares nas fotografias

Tenho vc em mim
E isso me basta

Não preciso do toque
De cada dor
Do beijo que me arrasa
Dos seus olhos aqui
Da maneira como me faz sorrir
E depois chorar
Das suas mãos me despindo
E suas costas me dizendo adeus

Preciso que as lagrimas desapareçam
E só fique você na estante
Longe suficiente das mãos
Perto o bastante para lembrar

por hoje...

Com um corte cada vez mais profundo
Com uma lâmina cada vez mais suave
Você diz que sempre estará tudo bem
Não sei o que sentir
Quando olho pra você

Eu sei que serei o ultimo a parar sangrar
Porque você não ama como qualquer outra
Seu amor é denso
E me fere com sua dor
Às vezes fecho os olhos e digo não

Mas como posso te ver chorar e não te amar
Não olhe pra mim
Como se não fosse nada
Eu tenho feridas abertas por você

Ela se deitou ao meu lado
E não disse nada
Um beijo de boa noite
Fere mais que seu adeus
Eu tenho vivido com isso
Esperando pelo fim
E ela me diz que ficará tudo bem

É como me arrastar pelos corredores
Tenho um prisioneiro amarrado em meus pés
Sangue nas mãos
Lâminas cortam o que sobrou de mim
Assim não sinto cada mentira
Cada dor que paralisa

Hoje nada dói mais que seu olhar em mim

E eu não quero te ouvir chorar por hoje
Porque eu sempre serei o ultimo a parar de sangrar
Quando os pulsos são seus...

sem fim...

Cheguei a ouvir os sinos
Chorei por todas as ruas que passei
Até encontrar você
Quando finalmente descansei
É para te ver partir
Você não sabe o que sinto agora

Olhando um corpo sem vida
Sua alma agora pesa sobre mim
Mas não tenho coragem para sentir pena
Você nunca soube ou vai saber como é ficar

Olho para chuva lá fora
Tentando entender o que passou pela sua cabeça
Não é justo ser essa a razão de cada amanhecer
Sinto cada lagrima cair
Como o suor em suas costas
Como o desejo em suas mãos
Difícil não sentir seu cheiro
Não olhar seus olhos ou te sentir em mim
E meu coração ainda estará sangrando depois dessa noite

É como nunca perder um dia
Como sentir cada minuto passando
Cada osso quebrando
Cada corte se abrindo
E eu tento ainda te ver ao meu lado

Rompi cada sentimento
Rasguei cada uma de suas cartas
E ainda tenho cada sílaba sua em mim

Poderia acabar assim
Eu poderia parar simplesmente
Poderia ir até lá e dar adeus
Corro até a chuva
(você sempre quis saber qual era o meu limite)
Parada diante desse jardim
As lagrimas cessaram
Não vou fazer como você
Não vou viver para dizer adeus
Não vou olhar para trás e te ver partir
Sei q está aqui como sempre
De um jeito ou de outro

Enfim entendo o que sinto
E vai além de nossas vidas
Agora você sabe até onde eu posso ir!

A sua voz sempre será a ultima antes de cada adormecer

segunda-feira, 23 de março de 2009

longe daqui!

Eu vou fugir dessa cidade
Que me deixa tão perto dos seus olhos
Como uma lança cada vez mais próxima do alvo
Eu sinto você me deixar a cada noite

Nós sabemos quando chega o fim

Eu perco meus sonhos
Para te ver ainda jovem
Eu abandono cada rima
Cada palavra
Eu tranco as saídas

Nós sabemos quando é o fim
Pelo beijo que ganhamos

Sinto o cheiro no travesseiro
O suor nos lençóis
Beijo seu rosto para você saber que foi importante
Mas eu existo depois dessas noites?
Abandono um pouco de mim em cada beijo

Eu sabia como seria desde o principio
Nunca haveria tempo de sonhar e adormecer

Fixo os olhos em você
E dou um passo atrás
Vou fugir dessa cidade
Que me deixa tão perto dos seus olhos

Não olho para trás
Deixei minha juventude longe demais
Mentiras desfazem uma vida
Um novo tempo começa agora.

quarta-feira, 18 de março de 2009

hoje!

amanhece
enfim posso ver a luz do dia
já ouço a musica dos seus lábios
vejo a cidade despertar
abro as janelas

q o dia leve com as horas
o meu coração





que o tempo não me deixe
viver em vão

as lagrimas secaram
o orvalho cobre agora velhas desilusões
e as flores encobrem vãs paixões

eu sinto nao poder ir contigo
mas é preciso que alguém fique
para escrever os poemas em teu nome

desperta...que o dia tem pressa de viver
e o amor mais ainda!

terça-feira, 10 de março de 2009

pensando nele...

As vezes eu me sinto fora do mundo
As vezes eu olho pra ele e não sei o q dizer
E eu já não sei onde encontrá-lo
Vc hoje me parece tão longe
Suas mãos já não me tocam
E meus pensamentos onde estão?
Não me sinto humana
Não por hoje

Hoje nada me satisfaz
Fecho meus olhos suavemente
Perdi algo que não volta
Já não sei o gosto do seu beijo
O que são 4dias
96hrs sem sua voz
A culpa é minha,
Nunca me preocupei em trancar as portas
E as janelas abertas nunca me enganaram
Vc partiria, cedo ou tarde
E não há volta para isso

Sinto falta do que perdi
Não sei onde encontrá-lo
O mundo por hoje me parece tão pequeno
E mesquinho
Estou longe demais do q eu deveria ser
As vozes se distanciam
Os cortes estão abertos
Os olhos vidrados
O coração em um copo
E você me diz que nada mudou
Mas já não sente nada
Eu sei

O tempo vai mostrar
Minha alma dança, descompassos.
Meu corpo morre, a cada toque
Hoje não quero
Sua boca em mim
O suor descendo suavemente pelas costas
O tremor da pele
Os olhos cerrados
O medo das horas
Suas mãos em meus cabelos
O desejo nos olhos
Hoje não quero me sentir humana...
Quero apenas vc a minha volta
E seu silencio que me mata
Seu olhar que me arrasa
Hoje a saudade já não me satisfaz

sexta-feira, 6 de março de 2009

60308

ando com os pés descalços
a dor já nao queima ou anestesia
sentada em silencio...
reconheço a mim em seus olhos
como eu poderia ficar aqui?
vc disse
vc mentiu
que ficaria tudo bem
eu já nao sei
nao sei viver longe disso tudo
eu apenas queria devolta
meus pés descalços a sua volta
mas como eu poderia te pedir para ficar?
tenho o amargo dos meus labios
tenho a lembrança dos seus braços
perdi o gosto dos beijos
e seu toque em minha pele ficou
me vejo sempre assim
sob seus olhos
tudo parecia mais seguro
as pedras do caminho nao cortavam os pés
nao haviam rastros
ou lembranças

espalho mil palavras pelo chão
limpo os nomes das paredes
deixo com vc as ilusões

levaram um pouco de mim
nada deixaram