domingo, 15 de fevereiro de 2009
Íntimo...
Eu não sou ninguém...Sentada diante do copo vazio me vejo incapaz de ao menos engolir 3 doses de vodka para esquecer dos meus problemas. Bebo água...Continuo a me sentir vazia...Pura e exausta dessa exatidão, quero ser suja, seguir o infinito, sentir o gosto de uma boca qualquer, não lembrar. Quero escrever um romance...cheio de frases impróprias, quero é um sexo bem feito, molhado, daqueles que nos fazem esquecer do antes, e o depois sequer importar. Quero mesmo é o “durante”, sentir no beijo suas mãos na minha cintura, juntando nossos corpos, quero o cabelo emaranhado, sua mão em minha nuca, sua boca em meu ouvido, dizendo que só eu faço vc sentir tudo isso. Quero é espelhar roupas pela sala, deixar minha calcinha no corredor, sua camiseta amassada em um canto qualquer, a exaustão completa dos corpos, o suor das almas, a tortura do desejo, o tremor da pele. Quero é você em minha cama, não dizendo que me ama, mas me amando sem querer, quero os lençóis no chão, os pingos de suor, as palavras depravadas, as frases não pensadas, a sinceridade irreal das palavras. Ser sua garota de programa, sua amante, sua dama. Ser ainda a lembrança da madrugada, a mulher imperfeita, o cigarro sempre aceso, as cinzas que restaram. Quero gastar seus pensamentos, as idéias que não cessam, as discussões que não se esgotam. A raiva, o ciúme, a violência do olhar eu serei. As maldições rogadas, de um corpo morto diante de outras mulheres, serão minhas. Serei seus livros, suas idéias, seus fetiches, as horas de sexo, os dias sem comer, as noites de vodka. E depois vou embora, te deixo com a dor e o peito vazio. Porque eu quero sexo e idéias, não amor e sentimentos, isso eu deixo aos fracos, dentro daquele copo de água.
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