segunda-feira, 31 de março de 2008

Crônica do Amor

Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no ódio vocês combinam. Então?Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama este cara?Não pergunte pra mim; você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.Não funciona assim.Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.

Eu quero um Arnaldo só pra MIM!

EU TE AMO... NÃO DIZ TUDO!
Você sabe que é amado(a) porque lhe disseram isso?
A demonstração de amor requer mais do que beijos, sexo e palavras.Sentir-se amado é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida, Que zela pela sua felicidade, Que se preocupa quando as coisas não estão dando certo, Que se coloca a postos para ouvir suas dúvidas, E que dá uma sacudida em você quando for preciso.Ser amado é ver que ele(a) lembra de coisas que você contou dois anos atrás, É ver como ele(a) fica triste quando você está triste, E como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo uma tempestade em copo d'água. Sente-se amado aquele que não vê transformada a mágoa em munição na hora da discussão.Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente inteiro.Aquele que sabe que tudo pode ser dito e compreendido. Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é, Sem inventar um personagem para a relação, Pois personagem nenhum se sustenta muito tempo.Sente-se amado quem não ofega, mas suspira; Quem não levanta a voz, mas fala; Quem não concorda, mas escuta. Agora, sente-se e escute: Eu te amo não diz tudo! "Para conquistarmos algo na vida não é necessário, apenas, força ou talento; é preciso, acima de tudo, ter vivido um grande amor"
Alguém que sorri e acredita na força de um sorriso
Alguém que esquece os erros do passado e segue em frente a cada dia,
Que não deixou de aprender com tais erros,
mas que também não deixou de tentar pelo simples fato de já ter errado.
Alguém que não acredita na desilusão,
Que sonha de olhos abertos,
Uma vida na qual a ilusão nunca teve abrigo.
Alguém que não pretende se Magoar com coisas pequenas,
e que nem mesmo as grandes a conseguem atingir.
Que não se deixa abater,
Mesmo que suas lágrimas insistam em cair.
Dorme tarde...acorda cedo...
Que jamais dormiu...
Ou simplesmente ainda não acordou.
Ama tanto quanto precisa ser amada.
Que faz da sua felicidade uma meta de vida
Que procura uma vida em comum com a sua
Que se joga em suas paixões
Que escreve mais do que sente
Que sente mais do deveria
Faz do dinheiro uma conseqüência
E da realização própria o caminho
Alguém de uma casa branca com flores na varanda
De um samba assim, para uma vida feliz
Alguém que não pede muito
Que não precisa de muito
Que sonha apenas em ser o sonho de alguém...

segunda-feira, 24 de março de 2008

Semiótica e Janela da Alma...co-relação

Qual a realidade que nos cerca?
Vivemos em um mundo áudio-visual, onde somos atingidos constantemente por sons e imagens que tenta nos criar uma resposta para essa pergunta.
Mas quem criou essas imagens e esses sons, certamente deve ter uma percepção do mundo a sua volta bem diferente da de cada um de nós. Portanto poderíamos dizer que tais efeitos áudios-visuais que nos são vendidos diariamente são a perfeita representação da realidade a nossa volta?
O filme Janela da Alma nos mostra diversas opiniões e vivências acerca deste assunto. Neste filme, dos diretores João Jardim e Walter Carvalho, é feita uma análise sobre a importância do olhar para quem possui problemas de visão, e como tal problema interfere na sua definição e construção da realidade á sua volta.
Seguindo pelo mesmo assunto temos a Semiótica. A “ciência dos signos” - para o qual temos que signo é tudo o que tem sentido, um significado – que nos ajuda a entender como as pessoas interpretam tais signos, ou mensagens, como conseguem interagir com este, e de que formas que estes signos podem atingir cada pessoa.
“Comunicar” significa transmitir uma mensagem, ou seja, “pôr em comum" uma idéia até então singular e abstrata. Logo, podemos entender o processo de comunicação como a troca de uma mensagem entre um emissor e um receptor. Nesse contexto, é correto dizer que tudo aquilo que nos é mostrado, exposto, não é interpretado de forma rígida, todas essas mensagens, imagens e sons são constantemente modificados por cada receptor. Tal afirmação é reforçada no filme Janela da Alma, nas palavras do poeta Manoel de Barros:

“O olho vê, a lembrança revê as coisas e a imaginação é a imaginação que transvê, que transfigura o mundo”.

Manoel de Barros com isto nos fala o que a Semiótica já vem estudando há algum tempo, de que o olho humano é apenas uma ferramenta no processo de entendimento de uma mensagem, nosso olho apenas nos proporciona enxergar a determinadas coisas, porém, é nossa lembrança que traz a tona um significado para o que foi visto, até que ponto aquilo será capaz de nos atingir, ou seja, a decodificação de cada mensagem depende do conhecimento, lembranças, cultura, vivências, etc, de cada pessoa. Já a nossa imaginação é o elemento capaz de transformar essa experiência em algo único. Assim podemos entender qual a importância das emoções como elemento ativo na transformação da realidade á nossa volta.
Trazendo isso para uma hipótese real dentro do Design, podemos citar o exemplo da elaboração e conceituação de um produto. Sabemos que para viabilizar um projeto, o designer precisa conhecer o contexto tecnológico em que o produto está inserido, o problema é que este sozinho não funciona. Para ter algum impacto, o produto precisa apresentar um contexto simbólico, social e cultural de maneira que esses elementos juntos conversem de forma eficiente com o usuário. E em tal processo os Signos desempenham um papel fundamental. Sem tais Signos, não há mensagem, nada podemos transmitir ao usuário. A Semiótica estuda o que fica entre o objeto e sua representação, dando ênfase não apenas ao comportamento e apresentação dos objetos, e sim ao seu significado.
Para concluir cito o cineasta alemão Wim Wenders, no filme Janela da Alma:

“Felizmente, a maioria de nós consegue ver também com os ouvidos e ouvir e ver também com o cérebro, o estômago e a alma. Acho que vemos um pouco com os olhos, mas não inteiramente”.

quarta-feira, 19 de março de 2008

pelos cantos...

Eu paro os olhos sobre tua boca
Eu vivo disso...
de te ter nas mãos...
Eu jogo fora todos os teus jogos...
Eu te quero aqui,
Agora...
Amanha não

Eu podia sentir vc dizendo

Acabou, é o fim
Mas eu dizia
Não há fim que eu possa te levar

Acorde disso garota,
Em Minhas mãos já nao carrego a sua pele marcada
Em mim já nao existe o gosto da tua boca
Agora me diz Como posso te levar aonde eu for
Agora me diz
É você a garota que eu sempre sonhei?

eu me deito sobre o chão das tuas lágrimas
me cubro da tua inocência
arrisco cada minuto ao teu lado
para saber onde você estará no fim

Eu paro meus olhos sobre quem eu já nem sei
Você mudou e eu simplismente já não sei
Eu vivo disso
De esperar tuas mãos
Eu vivo disso
de ser o próximo passo do teu jogo
Eu não te quero aqui
Não agora
Nem pra sempre!

sábado, 8 de março de 2008

NUA...

perderia meu rumo por vc...

perderia a chance de acordar...

perderia a lua ao anoitecer...

perderia o imenso medo de cair...

me daria entre esses lençois...

entregue entre tantas recordaçõesde uma breve noite...

porque urge sermos cegos

entao cerra teus olhos

que apenas com seu toque se desnudará

o misterio que se esconde

docemente pelas minhas costas

deita-me entre teus lençois

e envolve com teu hálito minha cintura

Denuncie o meu cheiro entre teus dedos

e entao toca-me com teu beijo

Abre teus olhos,

e deixa-te inebriar com minha boca em tua pele

te deixa iluminar

que é luz o meu prazer...

ouve estes gemidos

Que sussurram em teu ouvido

Que deslizam em teu corpo...

Que navegam em teu suor

Insistindo em te seduzir

Que invade o teu íntimo

Desnudando a tua alma

Que te fazem delirar

Que brincam com sua insensatez

Molhados, Suados

Beija-me

Mas, do teu jeito

Que me enlouquece

Que me entontece

Me acalma...

Morrendo em minha boca

Nem que seja por uma noite

e só...

Sem final Feliz!

Do seu lado
Nunca existirá um final feliz
Do fim nunca pude ver seu rosto
Ao longe nunca pude sentir tuas lagrimas
Essa é a história verdadeira
Nossa historia
Sem final feliz

Um curto amor
Um curto amor
Pequeno e inesquecível amor

Essa é a história de uma paixão
Sem loucuras
Ou glórias
Que chegou ao fim
Sem um final feliz

Teus olhos nunca viram
Nem teus ouvidos ouviram
Tudo que eu pude sentir por vc
Vc não seria capaz de dizer que era para sempre

Não existem finais felizes
E nem um beijo que duraria para sempre
Não um com o sabor igual ao teu...
Eu pude sentir desde a primeira vez

Longe de vc
Eu vendi minha vida
Eu fiz tantos sacrifícios
Eu me tornei algo para sempre
Hj jah não posso lembrar quem eu fui

Todos os dias
Vivendo pelo teu abraço
Vivendo de vc
As 5 da manha amanhecendo apenas para te olhar
Ali, parada sobre a nossa cama
Eu sabia que não seria para sempre

Mas eu gastei cada minuto nessa entrega
Sabendo que não teria um final feliz

Apostamos alto demais
A eternidade cobra seu preço
Cada caricia eu paguei com minha dor
Cada dia da tua ausência eu gastei com essas palavras

De uma história de um pequeno doce amor
Nossa história sem final feliz
Nosso amor de vida real...

segunda-feira, 3 de março de 2008

"Se te comparo a um dia de verão
És por certo mais belo e mais ameno
O vento espalha as folhas pelo chão
E o tempo do verão é bem pequeno.
Ás vezes brilha o Sol em demasia
Outras vezes desmaia com frieza;
O que é belo declina num só dia,
Na terna mutação da natureza.
Mas em ti o verão será eterno,
E a beleza que tens não perderás;
Nem chegarás da morte ao triste inverno:
Nestas linhas com o tempo crescerás.
E enquanto nesta terra houver um ser,
Meus versos vivos te farão viver."

William Shakespeare
"... uma das coisas que aprendi é que se deve viver apesar de. Apesar de, se deve comer. Apesar de, se deve amar. Apesar de, se deve morrer. Inclusive muitas vezes é o próprio apesar de que nos empurra para a frente. Foi o apesar de que me deu uma angústia que insatisfeita foi a criadora de minha própria vida. Foi apesar de que parei na rua e fiquei olhando para você enquanto você esperava um táxi. E desde logo desejando você, esse teu corpo que nem sequer é bonito, mas é o corpo que eu quero. Mas quero inteira, com a alma também. Por isso, não faz mal que você não venha, espararei quanto tempo for preciso."

Clarice Lispector