"Pensando bem em tudo o que a gente vê e vivenciae ouve e pensa, não existe uma pessoa certa pra gente.Existe uma pessoa que se você for parar pra pensar é, na verdade, a pessoa errada.Porque a pessoa certa faz tudo certinho!Chega na hora certa, fala as coisas certas,faz as coisas certas, mas nem sempre a gente tá precisando das coisas certas.Aí é a hora de procurar a pessoa errada.A pessoa errada te faz perder a cabeça, perder a hora, morrer de amor...A pessoa errada vai ficar um dia sem te procurarque é pra na hora que vocês se encontrarema entrega ser muito mais verdadeira.A pessoa errada, é na verdade, aquilo que a gente chama de pessoa certa.Essa pessoa vai te fazer chorar, mas uma hora depois vai estar enxugando suas lágrimas.Essa pessoa vai tirar seu sono.Essa pessoa talvez te magoe e depois te enche de mimos pedindo seu perdão.Essa pessoa pode não estar 100% do tempo ao seu lado, mas vai estar 100% da vida dela esperando você.Vai estar o tempo todo pensando em você.A pessoa errada tem que aparecer pra todo mundo, porque a vida não é certa.Nada aqui é certo!O que é certo mesmo, é que temos que viver cada momento, cada segundo, amando, sorrindo, chorando, emocionando, pensando, agindo,querendo,conseguindo...E só assim, é possível chegar àquele momento do dia em que a gente diz: "Graças à Deus deu tudo certo"Quando na verdade, tudo o que Ele quer é que a gente encontre a pessoa errada pra que as coisas comecem a realmente funcionar direito pra gente..." Luis Fernando Veríssimo
Pensei ter encontrado a minha pessoa errada, e como dói saber - lentamente - que ela é na verdade a pessoa certa (?).
Explico!
Depois de ler essa crônica de Veríssimo - que óbviamente veio a calhar com o momento - pensei, qual será a pessoa que procuro?, oque é melhor para minha vida, a pessoa certa ou a errada(?).
Como se bastassem essas perguntas para tudo se resolver!
Simplismente o destino não nos dá as respostas necessarias, e então entram nas nossas vidas, pessoas certas e erradas, e então - como se fossemos capazes de decidir racionalmente - nos mandam fazer escolhas. Já nao faz um tempo que dizem que o grande privilégio do ser humano é o "Livre Arbítrio"?! Pois bem, vamos entender oque essa expressão significa: Arbítrio significa resolução que dependa só da vontade, o que nos leva à conclusão de que livre arbítrio determina a decisão livre, sob os auspícios da vontade livre, consciente e sem vícios de cada um! Tudo bem, vamos imaginar que - em um mundo perfeito, sem seres humanos falhos - isso aconteça, e nós realmente consigamos agir sem a interferência de nossos vicios, e que a nossa vontade - quando apaixonados - seja inteligente e nao extremamente impulsiva, logo abro mão desse previlegio, por favor, uma mente capaz e racional decida por mim. Não, nao é de caso pensado que digo isso, é em razão de extremo desespero mesmo! É pelo cansaço.
Me sinto só, e cansada.
Cansei de procurar por algo que sempre acaba no quase. Quase deu certo. Mas existe sempre um detalhe. Aquele detalhe que diferencia então a pessoa certa da pessoa errada. Que de forma simplificada é apenas o fazer ou não você sofrer!
(os risos neste momento também são de desespero!)
domingo, 10 de fevereiro de 2008
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008
...pensei em escrever sobre ele, e de repente veio a mente um fato inconsolavel, só poderia realmente escrever sobre ele - afinal "nós" não existe - não que se tenha a pretenção de torna-se alguém na vida de alguém, mas me sinto inconsolavel ao passo que vejo desmoronadas minhas ilusões!
Estaria eu até aqui, apenas gastando minhas noites ao seu lado?! - até aqui, porque até mesmo minhas noites sozinhas agora são gastas escrevendo sobre ele - antes ao menos usava de tal hora para refletir sobre o tamanho da minha solidao! Já não me reconheço! Por não ser uma situação comum, hoje tenho adquirido o hábito de me sentar de madrugada sobre a cama - dele, nao minha - e me sentido ainda mais sozinha, ou melhor, tenho até perdido o sentido das minhas palavras, retomarei portanto com a correta: vazia!
me sinto vazia cada vez que ele vira para o seu lado da cama e dorme, sem ao menos lembrar do delicado beijo que antes me acariciavam os labios ao deseja-me boa noite, deita-se apenas um corpo ao meu lado, por fim, nada mais...temo em dizer que passadas algumas horas desde o momento em que entrei em sua casa, ja não sei dizer onde estou, ou com quem...as horas - ou a saciedade - o transformam em alguém tão menor!
E esse alguém me faz querer desistir por fim.
Desistir de me apaixonar novamente, desistir de tentar, desistir de te cobrir com meus beijos, de saciar-te com meu desejo...não sacies meu bem! Acorda novamente querendo me possuir, que quando o sentes, volta a ser aquele homem para o qual olhei e me fiz cega diante do mundo. Voltas a ter imediatamente aquele olhar que me enebria a alma, volto a sentir as mãos que me consolam a pele, o suave - e denso, e inexplicavel - gosto dos teus lábios, e teu cheiro que faz com que eu me perca!
Desperta!
Estaria eu até aqui, apenas gastando minhas noites ao seu lado?! - até aqui, porque até mesmo minhas noites sozinhas agora são gastas escrevendo sobre ele - antes ao menos usava de tal hora para refletir sobre o tamanho da minha solidao! Já não me reconheço! Por não ser uma situação comum, hoje tenho adquirido o hábito de me sentar de madrugada sobre a cama - dele, nao minha - e me sentido ainda mais sozinha, ou melhor, tenho até perdido o sentido das minhas palavras, retomarei portanto com a correta: vazia!
me sinto vazia cada vez que ele vira para o seu lado da cama e dorme, sem ao menos lembrar do delicado beijo que antes me acariciavam os labios ao deseja-me boa noite, deita-se apenas um corpo ao meu lado, por fim, nada mais...temo em dizer que passadas algumas horas desde o momento em que entrei em sua casa, ja não sei dizer onde estou, ou com quem...as horas - ou a saciedade - o transformam em alguém tão menor!
E esse alguém me faz querer desistir por fim.
Desistir de me apaixonar novamente, desistir de tentar, desistir de te cobrir com meus beijos, de saciar-te com meu desejo...não sacies meu bem! Acorda novamente querendo me possuir, que quando o sentes, volta a ser aquele homem para o qual olhei e me fiz cega diante do mundo. Voltas a ter imediatamente aquele olhar que me enebria a alma, volto a sentir as mãos que me consolam a pele, o suave - e denso, e inexplicavel - gosto dos teus lábios, e teu cheiro que faz com que eu me perca!
Desperta!
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008
Nádegas Redolentes ( Luis Fernando Verissimo, 2002)
Ela era irresistível quando acordava. Tinha até um cheiro diferente, que desaparecia no resto do dia. Um cheiro morno. Cheiro de leite morno, era isso. Com um inexplicável toque de baunilha. Mas ela acordava de mau humor. Quente, cheirosa, apetitosa e emburrada. Nem deixava ele beijá-la na boca. "Eu ainda não escovei os dentes!" E se ele tentasse beijar o seu umbigo (noz moscada, possivelmente canela), ela enxotava-o. Não eram só os cheiros. Ela acordava fisicamente diferente. A cara maravilhosamente inchada, a boca intumescida, como a de certas meninas do Renoir. No resto do dia ia alongando-se, modiglianizando-se, mas de manhã era uma camponesa compacta, com fantásticas olheiras roxas. Ele não sabia explicar. Ela era uma mulher delgada, de pernas compridas, mas de manhã tinha as pernas grossas. E ou ele muito se enganava ou até a bunda ela perdia, de dia. A bunda. As nádegas redolentes. "Mmmmm... Ervas aromáticas. Um quê de sândalo..."
— Pá-ra.
De noite, ela insistia e o emburrado era ele. Ela tomava banho, botava uma camisola transparente e deitava ao lado dele, toda certinha, penteado perfeito. Ele não podia dizer do que gostava mesmo era quando ela acordava com a camisola toda torta, com uma alça enroscada nas pernas, nas doces pernocas matinais. Ele ficava lendo, ela ficava esperando. Cheirando a sabonete e esperando. Tentava começar uma brincadeira, atiçando-o com o pé. Cantarolava no seu ouvido
- "Ele já não gosta mais de mim, que pena, que pee-na..."
Ele continuava lendo até que ela desistisse e dormisse. Ele não queria nada com aquela pessoa que virava as pestanas antes de ir para a cama. Queria era a camponesa da manha. Sonhava com a sua camponesa irritada. A tese dela era que, antes de escovar os dentes e tomar café, uma pessoa não é uma pessoa, é uma coisa. Pode evoluir para uma pessoa se fizer um esforço, mas é um processo lento e difícil que requer concentração, e exclui qualquer forma de digressão, ainda mais sexual. Comparava o sono a um acidente ao qual a gente sobrevive, mas leva meio-dia para se recuperar. E o desejo dele de possuí-la antes de escovar os dentes a uma tara indefensável, quase a uma forma de necrofilia.
- "Sai, sai!"
E levantava-se, tentando encontrar as pontas da camisola, puxando uma alça do meio das pernas com fúria. Quando chegava à porta do banheiro, já era uma mulher comprida. E ele ficava cheirando o travesseiro ainda quente. Mmmm. Baunilha, decididamente baunilha. Uma noite, ela disse:
- Eu acho que você tem outra. Acho que você está pensando nela neste momento. Fingindo que lê e pensando nela. Diz que não!
Ele não disse que não. Estava pensando nela, de manhã. A sua outra, a sua inatingível outra, a das pernocas, a da baunilha. Mas ela não precisava se preocupar, pensou. Nunca seria enganada. A outra não queria nada com ele.
— Apaga a luz, apaga.
Ele suspirou, fechou o livro, apagou a luz. Enquanto faziam amor, ele tentava imaginar que ela era a outra. Mas o cheiro de sabonete atrapalhava.
— Pá-ra.
De noite, ela insistia e o emburrado era ele. Ela tomava banho, botava uma camisola transparente e deitava ao lado dele, toda certinha, penteado perfeito. Ele não podia dizer do que gostava mesmo era quando ela acordava com a camisola toda torta, com uma alça enroscada nas pernas, nas doces pernocas matinais. Ele ficava lendo, ela ficava esperando. Cheirando a sabonete e esperando. Tentava começar uma brincadeira, atiçando-o com o pé. Cantarolava no seu ouvido
- "Ele já não gosta mais de mim, que pena, que pee-na..."
Ele continuava lendo até que ela desistisse e dormisse. Ele não queria nada com aquela pessoa que virava as pestanas antes de ir para a cama. Queria era a camponesa da manha. Sonhava com a sua camponesa irritada. A tese dela era que, antes de escovar os dentes e tomar café, uma pessoa não é uma pessoa, é uma coisa. Pode evoluir para uma pessoa se fizer um esforço, mas é um processo lento e difícil que requer concentração, e exclui qualquer forma de digressão, ainda mais sexual. Comparava o sono a um acidente ao qual a gente sobrevive, mas leva meio-dia para se recuperar. E o desejo dele de possuí-la antes de escovar os dentes a uma tara indefensável, quase a uma forma de necrofilia.
- "Sai, sai!"
E levantava-se, tentando encontrar as pontas da camisola, puxando uma alça do meio das pernas com fúria. Quando chegava à porta do banheiro, já era uma mulher comprida. E ele ficava cheirando o travesseiro ainda quente. Mmmm. Baunilha, decididamente baunilha. Uma noite, ela disse:
- Eu acho que você tem outra. Acho que você está pensando nela neste momento. Fingindo que lê e pensando nela. Diz que não!
Ele não disse que não. Estava pensando nela, de manhã. A sua outra, a sua inatingível outra, a das pernocas, a da baunilha. Mas ela não precisava se preocupar, pensou. Nunca seria enganada. A outra não queria nada com ele.
— Apaga a luz, apaga.
Ele suspirou, fechou o livro, apagou a luz. Enquanto faziam amor, ele tentava imaginar que ela era a outra. Mas o cheiro de sabonete atrapalhava.
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